Curitiba O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em abril, teve variação de 0,87% e ficou acima da taxa de 0,61% do mês anterior. Apenas nos primeiros quatro meses do ano, a inflação já acumula 2,68% mais da metade da meta oficial para o ano (5,1%). As informações foram divulgadas, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
A região de Curitiba teve a sétima maior variação entre as 11 regiões pesquisadas, registrando alta de 0,58%. O maior índice foi o de Porto Alegre (1,87%) e o menor o de Salvador (0,22%). No ano, a Capital paranaense acumula alta de 2%. .
O grupo alimentação e bebidas foi o de maior peso (0,18 ponto percentual) na composição do índice de abril, com alta de 0,81%. Entre os produtos básicos de maior impacto estão leite pasteurizado (4,50%), pão francês (2,11%), açúcar refinado (5,02%) e o cristal (6,75%). A alta da batata inglesa chegou a 10,44%, enquanto os preços do feijão carioca cresceram 5,65%. Curitiba registrou variação de 0,58%, sendo que as maiores altas se deram nas verduras e hortaliças (17,45%), tubérculos, raízes e legumes (8,82%), frutas (5,12%) e leite e derivados (3,68%).
Segundo o IBGE, os ônibus urbanos, com aumento nas tarifas de três das 11 regiões pesquisadas tiveram alta de 2,57% e, mesmo abaixo dos 5,02% de março, continuaram na liderança dos principais impactos individuais, responsáveis por 0,13 ponto percentual de contribuição. Desta vez, no entanto, empataram com os remédios, também responsáveis por 0,13 ponto. Com reajuste permitido pela Câmara de Regulação de Medicamentos a partir do dia 31 de março, os remédios ficaram, em média, 3,26% mais caros.
Em Curitiba, o transporte público urbano não exerceu impacto, já que não houve reajuste tarifário e a variação foi de -0,01%, por conta da tarifa de R$ 1,00 aos domingos. Entre os grupos pesquisados pelo IBGE, o que apresentou maior variação na região, no mês, foi o de saúde e cuidados pessoais (1,45%), principalmente, por causa da alta nos remédios, que foi de 3,52%.
Ainda no grupo transportes, a alta dos combustíveis no País foi de 0,43%. Na gasolina, a variação de 0,42% é atribuída, principalmente, à alta nos preços de Porto Alegre (6,22%) e Goiânia (4,06%). Já o álcool, cuja variação foi de 0,51%, além de Porto Alegre (6,98%) e Goiânia (4,27%), foi pressionado por aumentos ocorridos na região metropolitana de Curitiba (5,28%).
O resultado do IPCA reforça a aposta em nova alta da taxa de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana que vem. ''A inflação em abril se espalhou, por causa das tarifas administrados e dos alimentos, que tiveram pressão muito forte, vinda de problemas climáticos, como a estiagem'', disse a gerente de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos.

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