Agência Folha
Do Rio de Janeiro
A inflação oficial de março, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), foi de 0,22%, segundo divulgou ontem o IBGE. O índice cresceu 0,09 ponto percentual em relação à taxa de 0,13% de fevereiro, pressionado pelos preços da gasolina e das tarifas de ônibus urbanos. De janeiro a março a taxa acumulada é de 0,97%.
O IPCA é o índice usado pelo governo para definir sua meta anual de inflação, base da atual política macroeconômica do País. Com o resultado de março, o País cumpriu a meta de 7,5% acertada com o FMI (Fundo Monetário Internacional) para os 12 meses encerrados no primeiro trimestre deste ano. A taxa de abril de 1999 a março deste ano ficou em 6,92%.
A meta do governo para o período de janeiro a dezembro deste ano é de 6%, podendo variar dois pontos percentuais para cima ou para baixo. No acordo com o FMI, onde as metas são trimestrais, está previsto que a variação dos preços não ultrapassará 7% ao ano ao final do segundo trimestre deste ano.
Das 11 regiões metropolitanas de capitais brasileiras pesquisadas pelo IBGE, a do Rio de Janeiro liderou a alta dos preços em março, com 0,75%. Salvador teve a menor variação e única negativa, com menos 0,11%. Em São Paulo, o IPCA de março foi de 0,14%. De janeiro a março São Paulo acumula a menor variação entre as 11 regiões, com 0,58% de alta.
O aumento de 7% nos preços de refinaria (vendas aos distribuidores) da gasolina autorizado pelo governo a partir de março resultou em um aumento ao consumidor de 4,89% na média das 11 regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE.
Com isso, a gasolina sozinha respondeu por 0,17 ponto na composição do IPCA de março. O aumento dos ônibus urbanos, especialmente no Rio de Janeiro e Curitiba, somaram, na média geral, 2,09%, com contribuição de 0,09 ponto para o índice. Os automóveis usados, com alta de 2,23% (peso de 0,05 ponto no índice) e as motocicletas novas, que aumentaram 6,86% (peso de 0,02 ponto), também foram destaques no lado da alta.
Em contrapartida, os preços dos alimentos mantiveram uma tendência da baixa que vem se manifestando desde janeiro, quando eles apresentaram variação positiva de 0,84%, contra 1,41% no mês anterior. Em fevereiro os alimentos tiveram queda de preços de 0,25% e em março, de 0,46%.
O prolongamento das liquidações de verão fez com que o grupo vestuário apresentasse em março queda de preços de 1,44%. Em fevereiro, a queda já havia sido de 0,67%. A entrada no mercado das coleções de inverno poderá reverter essa tendência.
O IPCA meda a variação de preços com base na cesta de consumo de famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos. O IBGE mede também o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), cuja base de cálculo é o consumo de famílias que ganham até 8 mínimos. Em março, ele variou 0,13%, contra 0,05% em fevereiro. Os técnicos do IBGE não quiseram fazer previsões para a inflação a partir deste mês.Mesmo pressionada pelas altas da gasolina e tarifas de ônibus, taxa acumulada em 12 meses, de 6,92%, enquadra-se no acordo com o Fundo
Arquivo FolhaOFERTA SALVADORAProlongamento das liquidações de verão fez com que o grupo vestuário recuasse em 1,44% no mês passado

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