Curitiba - Dentre as 11 maiores capitais brasileiras, Curitiba foi a que apresentou o menor aumento nos preços dos produtos consumidos pelas famílias que recebem até 40 salários mínimos. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que divulgou ontem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março. A variação do IPCA registrada em Curitiba foi de 0,09%, contra uma média nacional de 0,47%. Porto Alegre apresentou a maior alta nos preços (0,89%) segundo a pesquisa.
O setor de transportes, que engloba os combustíveis, foi o maior responsável pela quase estagnação dos preços de março em relação a fevereiro em Curitiba e Região Metropolitana. A variação dos preços do setor foi de -1,70%, compensando aumentos nos gastos com despesas pessoais e artigos de residência.
A variação praticamente nula dos preços na capital paranaense também pode ser explicada pelo IPCA registrado em fevereiro. Na ocasião, Curitiba apresentou o maior aumento dentre as 11 capitais, com os preços subindo em média 1,01% contra a média nacional de 0,61%. Os resultados de março podem então ser interpretados como reflexo do aumento antecipado realizado em fevereiro.
Em termos nacionais, o IPCA acumulado nos 12 meses encerrados em março deste ano, de 5,89%, foi o menor desde agosto de 1999 (5,69%). Para a responsável pela pesquisa do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, o dado mostra que o choque da alta do dólar entre o final de 2002 e o ano de 2003 já foi totalmente absorvido pela economia. O indicador acumulado em 12 meses do IPCA vem, desde outubro, desacelerando.
Embora tenha havido repasses do atacado para o varejo em março, causados por altas nas cotações internacionais de produtos como aço e matérias plásticas, não há descontrole de preço, na avaliação da responsável pela pesquisa. Também houve aumento de custos, segundo ela, causado pela mudança na tributação da Cofins.
Entre os que subiram por conta de repasse do preço internacional do aço, estão os carros novos (2,33%) e eletrodomésticos (1,76%). Já o trigo, cuja alta chegou a 0,46%, foi afetado pela mudança na Cofins.
''Não há descontrole porque esses aumentos não estão espalhados. São aumentos em alguns produtos específicos que contêm em seus custos itens que venham aumentando desde o início do ano'', disse.
Depois de um mês de março com inflação baixa, o mês de abril virá com várias pressões de preços de tarifas e preços administrados. Em março, houve reajuste apenas da tarifa de água e esgoto, de 2,62%. O reajuste ocorreu nas regiões metropolitanas do Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte e Salvador. Os remédios tiveram reajuste de até 6% autorizado no dia 31 de março. (Com Agência Folha)

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