IPCA caiu em janeiro e fechou em 0,57%
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sábado, 10 de fevereiro de 2001
Agência Estado Do Rio 
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 0,59% em dezembro para 0,57% em janeiro, fechando o mês dentro da expectativa do mercado. O IPCA é o índice usado para a meta de inflação do governo, que é de 4% para este ano, abaixo dos 5,97% registrados em 2000.
O resultado do mês passado já mostra desaceleração em relação a 2000 e a tendência em fevereiro é a inflação cair mais. Nos últimos doze meses, até janeiro, a variação acumulada ficou em 5,92% e em janeiro de 2000 o IPCA ficou 0,62%. Segundo a gerente do Sistema de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes dos Santos, não há nenhum reajuste previsto para fevereiro. Além disso, historicamente, a variação do preço dos alimentos é menor em fevereiro do que em janeiro.
O chefe do Centro de Estudos de Preços da Fundação Getúlio Vargas, Paulo Sidney Melo Cota, prevê que a inflação tanto no atacado como ao consumidor em fevereiro fique bem baixa, talvez próxima de zero.
No mês passado, a variação dos preços dos alimentos, segundo o IPCA, foi de 0,63% e se transformou no principal fator de alta da inflação. Em dezembro, os alimentos tiveram deflação de 0,48%. Entre os alimentos que mais subiram estão o tomate (16,40%), a cebola (15,58%) e o feijão carioca (8,45%). Já os produtos não alimentícios subiram 0,55%.
Segundo o IBGE, a inflação de 2,62% em Belém do Pará contribuiu com 0,10 ponto percentual do total de 0,57% do IPCA nacional em janeiro, constituindo-se em uma importante pressão para o Índice nacional.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) ficou em 0,77% em janeiro, subindo em relação aos 0,55% de dezembro. Em janeiro do ano passado, a taxa tinha sido de 0,61%. Em doze meses, até janeiro, a variação foi de 5,44%. O INPC se refere à variação dos preços de compras das famílias com renda mensal de 1 a 8 salários mínimos e é calculado pelo IBGE, que mede também o IPCA, que corresponde ao consumo típico de famílias de 1 a 40 salários mínimos.


