A inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) ficou em 7,67% no resultado fechado de 2001, ou 1,67 ponto percentual acima do limite da meta de inflação negociado com o FMI (Fundo Monetário Internacional), que era de 6%. Em 2000, o IPCA havia ficado em 5,97%. As informações foram divulgadas ontem pelo IBGE. IPCA é o índice oficial do governo para a meta de inflação.

Em dezembro de 2001, o índice caiu para 0,65%, depois de ter registrado 0,71% em novembro. O preço dos alimentos desacelerou e passou de alta de 1,31% em novembro para 0,56% no mês passado.
Também contribuiu para a redução do índice a queda no preço dos combustíveis. A gasolina, que em novembro havia subido 0,29%, caiu 0,34% no mês seguinte, enquanto que o preço gás de cozinha retraiu 0,54%, ante o aumento de 0,47% em novembro.
A inflação medida pelo IPCA no segundo semestre de 2001 disparou e ficou em 4,58%, bem acima dos 2,96% registrados no primeiros seis meses do ano. Segundo o IBGE, os principais fatores para o resultado do ano foram a alta do dólar, os reajustes de tarifas de preços administrados e problemas climáticos.
Os alimentos subiram 9,63% no ano e contribuíram com 2,12 pontos percentuais no total de 7,67% da inflação. A maior alta, entre os alimentos, foi registrada pelo feijão preto, que subiu 162,31% em 2001. Os demais grupos pesquisados pelo IBGE subiram 7,12%.
As tarifas de ônibus urbano, que subiram 15,49% no ano apresentaram a maior contribuição individual no índice, de 0,67 ponto percentual. Em seguida, encontra-se as tarifas de energia elétrica, que aumentaram 17,92% e contribuíram com 0,63 ponto percentual na inflação total.

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