IPCA-15 tem variação positiva de 0,28%
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quinta-feira, 25 de agosto de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba- O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) teve variação de 0,28% em agosto se comparado ao mês anterior. No ano, a inflação no período está acumulada em 3,91%. De setembro de 2004 a agosto de 2005, o índice acumulado é de 6,3%. A conta de telefone fixo foi o principal impacto individual no índice geral do IPCA-15, aumentando 3,39% no mês. Foi o segundo mês consecutivo em que a telefonia fixa deteve o principal impacto. Em julho, a alta foi de 2,41%.
Além do telefone, os combustíveis e os salários de empregados domésticos também foram itens que puxaram a inflação para cima. A valorização das cotações da cana-de-açúcar provocou um aumento de 4,22% no preço do álcool combustível e de 1,14% na gasolina. Embora tenha ocorrido queda no Rio de Janeiro (-0,54%), Salvador (-0,49%) e Belém (-0,19%), o álcool teve aumento forte em outras regiões, chegando a atingir variação de 10,53% em Curitiba.
Por outro lado, vários itens continuaram com redução em seus preços. No grupo alimentos e bebidas destacaram-se com deflação os produtos: batata-inglesa (-15,08%), feijão preto (-5,69%), leite pasteurizado (-3,97%), óleo de soja (-3,48%), hortaliças (-3,05%) e açúcar refinado (-2,75%). Na energia elétrica, a conta ficou, em média, 0,65% mais barata em razão da redução da parcela referente ao encargo de capacidade emergencial (mais conhecido como seguro apagão).
Se verificadas apenas as regiões metropolitanas pesquisadas, Belém foi a que teve o maior índice de IPCA-15 em agosto (1,12%). Pesaram na balança itens como água e esgoto (11,29%), energia elétrica (3,14%) e ônibus urbano (3,48%). Belém foi a única região que apresentou variação positiva no item alimentos (0,40%). No outro extremo, o Rio de Janeiro (-0,15%) ficou com a menor taxa por causa das variações negativas em alimentos (-1,37%), gasolina (-0,38%) e álcool (-0,54%).
Curitiba foi a segunda região metropolitana com maior índice inflacionário, 0,82%. Tiveram alta de preços itens como pescados (3,62%), flores naturais (4,88%), camarão (4,89%), ônibus interestaduais (4,97%), frutas (5,41%), peixe pescada (6,6%), combustíveis (6,64%), brócolis (7,34%), hortaliças e verduras (10,88%), cebola (11,20), tangerina (12,30%), couve-flor (15,92%), pepino (16,71%), laranja pêra (17,41%), melancia (17,53%), pimentão (23,04%) e uva (42,66%). Sofreram deflação produtos como arroz (-1,9%), pintura de veículo (-3,42%), banana d'água (-6,18%), tubérculos e raízes (-6,54%) e batata-inglesa (-14,47%).
O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços. Os preços para cálculo do mês de agosto no IPCA-15 foram coletados no período de 13 de julho a 11 de agosto e comparados com os preços vigentes de 14 de junho a 12 de julho.


