Curitiba - Enquanto no País, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,12%, em junho, Curitiba registrou deflação de 0,38%. A outra capital que teve queda no índice foi Goiânia (-0,14%). Mesmo apresentando ligeira elevação, a taxa nacional foi a mais baixa desde julho de 2003, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que divulgou, ontem, a pesquisa.
Em maio, o IPCA nacional ficou em 0,83%. O acumulado no 2º trimestre é de 1,70%. Com o resultado de junho, Curitiba acumula no 2º trimestre a segunda menor taxa do País: 0,99%, perdendo, apenas, para Belém, que acumulou variação de 0,76%. Os preços para cálculo do mês foram coletados de 13 de maio a 13 de junho e comparados com aqueles vigentes de 14 de abril a 12 de maio.
Segundo análise do IBGE, ''a maioria dos itens pesquisados colaborou para o comportamento observado no mês, seja em razão da desaceleração na taxa de crescimento, seja pelo registro de quedas expressivas de preços como ocorreu com o álcool combustível. Responsável pelo principal impacto individual negativo no mês (-0,10 ponto percentual), o litro do álcool ficou, em média, 9,51% mais barato. Houve alta no somente em Belém (1,50%).
Em Curitiba, a redução do álcool foi de 17,78%, refletindo em uma queda de 7,09 no grupo combustíveis. O preço da gasolina recuou 3,48% na capital paranaense, enquanto em todas as regiões pesquisadas a queda média foi de 1,29%. Goiânia foi a região onde os preços da gasolina mais diminuíram (-4,97%). Salvador e Brasília, no entanto, tiveram aumentos de 4,18% e 2,12%, respectivamente.
Os alimentos também tiveram importante influência no recuo do IPCA-15 de junho. O grupo alimentação e bebidas caiu de 0,84% para 0,04% na média nacional. Já em Curitiba, o grupo teve deflação (-0,13%) por conta das reduções nos preços de produtos como arroz (-3,66%), farinha de trigo (-1,36%), batata (-8,99%), açúcar refinado (-2,60%), hortaliças (-10,23%), frutas (-3,23%), carnes (-1,27%) e óleo de soja (-2,64%). Apenas três das onze regiões pesquisadas, segundo o IBGE, mostraram aumento nos alimentos: Recife (0,97%), São Paulo (0,33%) e Salvador (0,19%).
Curitiba também registrou queda nos itens tranporte (-1,55%), com o recuo no transporte escolar (-1,94%), e saúde e cuidados pessoais (-0,91%). Nesse grupo, a redução no preço dos medicamentos (-3,04%) foi a mais expressiva. Na média, as regiões pesquisadas tiveram variação de 0,16% nos remédios.
O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos.

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