IPCA-15 tem variação de 0,11% em julho
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sexta-feira, 22 de julho de 2005
Luciana Pombo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo Quinzenal (IPCA-15) teve variação de 0,11% no mês de julho, com inflação acumulada no ano de 3,62% e aumento de preços de 6,84% nos últimos 12 meses (agosto de 2004 a julho de 2005). O valor da telefonia fixa foi o maior responsável pelo índice positivo. Em julho, a tarifa telefônica subiu 2,41%, respondendo por cerca de 70% do IPCA-15. Os alimentos tiveram queda de -0,86% por conta dos preços das carnes, que ficaram 1,64% mais baratas. No caso dos ônibus, a queda foi provocada por redução ocorrida desde o final de junho nas tarifas (-1,70%) cobradas na Região Metropolitana de Curitiba. Em São Paulo, foi a conta de energia elétrica (-0,88%) que passou a custar menos a partir do dia 4 de julho.
As regiões metropolitanas de Goiânia, Recife, Porto Alegre, Salvador e Belo Horizonte, tiveram índices superiores à média nacional. Já Rio de Janeiro, Belém e Fortaleza viveram deflação no mês de julho. Ficaram também abaixo da média nacional as regiões metropolitanas de São Paulo (0,04%) e Brasília (0,00%).
Em Curitiba, o IPCA-15 registrou alta de 0,07% no mês de julho. As maiores variações positivas foram verificadas nos itens bebidas alcóolicas (2,62%); jóias e bijuterias (2,58%); comunicação (2,57%); energia elétrica residencial (2,15%); panificadores (2,09%); enfeites de casa (2,02%); fotografia e filmagem (1,90%); móveis e utensílios (1,60%); combustíveis e energias (1,56%); produtos farmacêuticos (1,46%); aves e ovos (1,37%); carnes e peixes industrializados (1,25%); planos de saúde (1,10%) e calçados e acessórios (1,07%).
As maiores quedas foram verificadas nos itens hortaliças e verduras (-23,79%); tubérculos, raízes e legumes (-16,76%); frutas (-3,28%); pescados (-3,04%); açúcares e derivados (-2,69%); cereais, leguminosas e oleaginosas (-1,74%); carnes (-1,11%); óleos e gorduras (-1,06%); cama, mesa e banho (-1,00%). O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA. A diferença entre os dois índices está no período de coleta dos preços.


