Curitiba - Mais um índice de inflação surpreendeu positivamente nesta semana. O Índice de Preços ao Consumidor - 15 (IPCA-15) despencou para 0,49%, ante 0,76% em agosto. Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa foi bem inferior ao piso das estimativas dos analistas de mercado (0,58%) e foi comemorada por economistas.
O IPCA-15 é considerado uma prévia do IPCA (referência para a política de metas de inflação do governo) fechado do mês. A diferença entre os dois índices é que, no primeiro, a coleta de preços ocorre em torno do dia 15 do mês anterior até o final da primeira quinzena do mês de referência. No IPCA, a pesquisa é realizada ao longo do mês integral. De janeiro a setembro, o IPCA-15 acumulou variação de 5,63% e, nos últimos 12 meses, de 7%.
Segundo o IBGE, a capital paranaense apresentou o maior índice de inflação entre as capitais pesquisadas na primeira quinzena de setembro. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) da Capital foi de 1,08%. Entre os setores que mais puxaram a inflação para cima estão transportes (2,75%), comunicação (1,33%) e eletrodomésticos (1%).
No setor de transporte, o táxi apresentou alta de 4,7%, os veículos próprios aumentaram em 2,22% e os combustíveis subiram 7,01%, sendo que o álcool teve a maior alta (15.12%). Entre os outros segmentos, vestuário teve alta de 0,73%, o setor de alimentação e bebidas aumentou 0,72%, sendo que o a maior alta ficou por conta da cenoura (37,16%), educação teve aumento de preços de 0,38%, saúde subiu 0,23% e habitação aumentou 0,15%.
O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. (Com AE)

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