Rio de Janeiro - A inflação voltou a acender o sinal de alerta sobre a tendência de aumentos de preços ontem, com a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo -15 (IPCA-15), que subiu para 0,90% em fevereiro, ante 0,68% em janeiro. Mais uma vez nesta semana, como já havia ocorrido com o IGP-10 e ocorreu ainda ontem com o IGP-M, a alta foi superior ao previsto pelo mercado (0,65% a 0,89%).
Curitiba registrou o maior índice de inflação entre as 11 capitais pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na primeira quinzena de fevereiro, com alta de 1,73%. A alta na inflação da Capital foi puxada principalmente pelo setor de energia elétrica (7,86%) e da educação (6,43%). Em nenhum dos grupos analisados Curitiba apresentou índices negativos.
Além da habitação e da energia elétrica, o segmento de transporte subiu 2,27%, sendo que a gasolina aumentou 3,89% e o álcool subiu em 8,85% seu preço. Já o setor de despesas pessoas cresceu 1,65% seus preços, o de artigos para residência aumentou 1,07%, o de saúde e cuidados pessoais cresceu 0,58%, o de segmento de vestuário subiu em 0,57% seus preços. O setor da alimentação cresceu 0,32%. Neste segmentos o destaque foram os pescados, que aumentaram em 3,13% seu preço. O setor que menos aumentou seus custos foi o de comunicação, com alta de 0,05%. O IPCA se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte de renda.
O IPCA-15 é calculado pelo IBGE de acordo com a mesma metodologia do IPCA, este último referência para as metas de inflação do Banco Central. A diferença entre os dois índices é que, enquanto a coleta do primeiro ocorre em torno do dia 15 do mês anterior a 15 do mês de referência, a pesquisa de preços do segundo é feita em mês cheio. No ano, o índice acumulou 1,59% e, nos últimos doze meses, 7,09%.
Em termos nacionais, em fevereiro, um terço da inflação medida pelo IPCA-15, ou 0,31 ponto porcentual, resultou do aumento das mensalidades escolares, que atingiu 8,17%. Outros itens com impacto de alta foram a energia elétrica (de 0,91% em janeiro para 1,36% em fevereiro, por causa de reajustes em cinco regiões), taxa de água e esgoto (de 0,28% para 1,37%), gás de cozinha (de 0,20% para 1,14%), automóveis novos (de 0,84% para 1,38%) e usados (de 1,46% para 1,78%).
Os alimentos subiram 0,65%, ante 0,62% em janeiro, sob pressão de produtos prejudicados pelas chuvas, como feijão carioca (de 0,21% em janeiro para 20,54% em fevereiro) e batata inglesa (de -2,53% para 5,18%). (Colaborou Andréa Bordinhão)

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