Rio - Os reajustes nos preços administrados e nos produtos alimentícios foram responsáveis pela alta de 0,77% na inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) em julho, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa ficou no teto das previsões do mercado (0,60% a 0,80%) e foi mais do que o dobro da registrada em junho (0,33%).
O IPCA-15 é aguardado com expectativa pelo mercado porque apresenta a tendência de inflação do IPCA, índice também divulgado pelo IBGE e que serve de referência para a política de metas de inflação do Banco Central. Os dois indicadores são calculados pela mesma metodologia, diferenciando-se apenas no período de coleta dos preços. A pesquisa do índice divulgado ontem foi realizada entre 14 de junho e 12 de julho. A coleta do IPCA, por outro lado, ocorre ao longo do mês completo.
Os principais aumentos foram registrados no gás de cozinha (7,94%), telefone fixo (5,39%), energia elétrica (1,78%), gasolina (1,43%) e ônibus urbanos (1,06%). No caso dos produtos alimentícios, as maiores altas ocorreram no feijão carioca (13,40%), óleo de soja (10,38%), feijão preto (4,17%) e arroz (2,15%). O IPCA-15 acumulado no ano atingiu 3,82% e nos últimos 12 meses 7,47%.
As projeções do mercado apontam que o IPCA de julho, a ser divulgado no início de agosto, apresentará variação superior a 0,80%. Isso porque, impulsionada pelos aumentos dos combustíveis, energia e telefone, a inflação do mês já iniciou o período em, no mínimo, 0,76%.

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