Curitiba - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou mais que o esperado em julho e atingiu a menor taxa desde agosto do ano passado, em razão da queda dos alimentos e de menores altas de vestuário e habitação. O indicador subiu 0,10% em julho, ante alta de 0,23% vista em junho, de acordo com levantamento divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Analistas previam alta de 0,15%, de acordo com a mediana de 16 respostas, que variaram de 0,12 a 0,19%.
O índice mede a inflação em 11 capitais. Em Curitiba, o índice atingiu 0,10% e também foi menor do que junho, quando a taxa inflacionária tinha chegado a 0,19%. No ano, a capital paranaense acumula alta de 4,55%, a segunda mais alta junto com Belo Horizonte. A inflação mais alta de janeiro a julho foi registrada em Recife com índice de 4,70%.
Na capital paranaense, a alimentação teve queda de -0,44% e transportes caiu -0,51%. Neste grupo chamou a atenção a queda de 2,91% na gasolina e a alta de 2,07% no etanol. Também houve redução no grupo comunicação (-0,03%). Houve aumento em habitação (+0,47%), artigos de residência (+0,77%), vestuário (+0,14%), saúde e cuidados pessoais (+0,87%), despesas pessoais (0,94%) e educação (+0,16%).
O presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Gilmar Mendes Lourenço, disse que os alimentos caíram um pouco com o aumento da oferta da safra agrícola. Ele acredita que a inflação feche o ano no País, próximo de 6%. A meta estabelecida pelo governo federal é de 4,5% e permite variação de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Ele prevê que a inflação fique dentro do sistema de metas em 2011, mas próxima do teto máximo.
No Brasil, os custos do grupo alimentação caíram 0,39% neste mês, tendo impacto negativo de 0,09% no IPCA-15, após subirem 0,11% em junho. Ocorreu queda generalizada nos preços (de alimentos), verificando-se aumento em poucos itens. Entre os que ficaram mais baratos, destacam-se cenoura, tomate, frutas, hortaliças, batata-inglesa, frango, carnes e arroz, segundo nota do IBGE.
Os preços de habitação diminuíram a alta, de 0,72% para 0,28%, em razão de uma queda nos condomínios e de uma menor elevação do aluguel residencial e da tarifa de água e esgoto.

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