Curitiba - A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) acelerou em maio, pelo segundo mês, ao variar 0,51% contra 0,43% em abril no País. Nos primeiros meses do ano, o indicador havia desacelerado. Os reajustes nos grupos despesas pessoais e alimentação foram os responsáveis pela pressão na média nacional.
O IPCA-15, divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é a prévia da inflação oficial, o IPCA. No acumulado do ano, o índice registra alta de 2,39%, abaixo do resultado de igual período de 2011 (3,86%). No acumulado dos últimos 12 meses, o IPCA-15 registra 5,05%, também abaixo dos 12 meses anteriores (5,25%). Em maio de 2011, a taxa havia ficado em 0,70%.
Fazem parte da pesquisa 11 capitais brasileiras. Em maio, Curitiba registrou inflação maior que o índice nacional e fechou em 0,56%, mesmo percentual de abril. De janeiro a maio, o IPCA-15 acumula alta de 2,08% em Curitiba.
De acordo com o chefe do Núcleo de Pesquisas Periódicas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), Marcelo Antonio, os setores que mais contribuíram para o resultado da inflação de maio em Curitiba foram alimentação com 0,35% de aumento, vestuário (1,67%) e saúde e cuidados pessoais (1,22%). Também tiveram reajuste em Curitiba os setores de habitação (0,99%) e despesas pessoais (1,55%).
As quedas na capital paranaense ocorreram em artigos de residência (-0,31%), transportes (-0,20%), educação (-0,60%) e comunicação (-0,08%). Para Antonio, o resultado de maio mostra uma tendência de alta da inflação. No entanto, prevê que a inflação não passe do teto da meta estabelecida pelo governo federal para este ano de 6,5%.
Brasil
No País, os preços que mais subiram no mês de maio foram o cigarro (14,26%), os remédios (1,85%) e o feijão carioca (15,30%). Os reajustes no cigarro e remédios foram responsáveis por elevar as taxas dos subgrupos despesas pessoais (1,32%, contra 1,43% em abril) e saúde (0,93% contra 0,62%).
Os preços da alimentação registraram alta geral de 0,62% em maio, ante 0,31% em abril. O feijão carioca registrou alta de 15,30% no período de referência, fechando alta de 66,53% no ano, tendo em vista a menor oferta do produto, cuja safra foi prejudicada nas regiões produtoras em função de problemas climáticos, além da redução da área plantada. Tiveram impacto nos alimentos também a alta no preço do óleo de soja (3,72%), farinha de mandioca (3,35%), cerveja (2,72%), leite em pó (2,27%), queijo (2,02%), arroz (1,66%), pão francês (1,20%) e biscoito (0,97%). Com isto o grupo alimentação e bebidas foi para 0,62%, mesmo com a queda de alguns itens, como tomate (-2,48%) e frutas (-2,22%).
Vestuário registrou elevação de 0,97% (ante 0,49% em abril), habitação subiu 0,81% (ante 0,75%), transportes recuou de 0,05% para -0,27%, educação ficou estável (ante 0,05%) e comunicação ficou praticamente estável (passou de 0,24% para 0,23%).
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de abril a 14 de maio e comparados com aqueles vigentes de 15 de março a 13 de abril de 2012. (Com agências)

Imagem ilustrativa da imagem IPCA-15 fecha com alta de 0,56% em Curitiba
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