A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de maio ficou em 0,49%, praticamente estável em relação a abril (0,50%). Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior contribuição para o índice foi dada pelos produtos alimentícios (0,33 ponto porcentual), que subiram 1,49% devido à estiagem, exportações e desvalorização do real.
O IPCA-15 foi pesquisado entre 13 de abril e 15 de maio. O índice é calculado pela mesma metodologia do IPCA (que é a base da meta de inflação estipulada pelo governo), diferenciando-se apenas no período de coleta, já que no IPCA a pesquisa ocorre entre o primeiro e o último dia do mês.
Os principais aumentos foram os da batata inglesa (16,47%), cebola (15,61%), tomate (8,02%), frango (6,82%), pão francês (4,41%), leite pasteurizado (4,35%), farinha de trigo (3,91%) e ovos (3,40%). Além dos alimentos, destacaram-se as tarifas de energia elétrica, com 2,92% de variação e contribuição de 0,10 ponto porcentual, em função de reajustes ocorridos em cinco áreas pesquisadas.
O IPCA-15 se refere às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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