A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15) ficou em 1,18% em agosto, divulgou ontem o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Em julho, o IPCA-15 atingiu 0,94% e, em junho, 0,38%. O IPCA-15 se difere do IPCA índice utilizado para fixar as metas de inflação do governo apenas quanto ao período de coleta. O IPCA-15 tem seus preços coletados entre a segunda quinzena do mês anterior e a primeira quinzena do mês de referência. Já o IPCA tem sua coleta de preços realizada durante todo o mês de referência. O IPCA-15 de agosto, por exemplo, teve seus preços coletados entre os dias 14 de julho e 14 de agosto.
Tanto o IPCA-15 quanto o IPCA referem-se à população cujo rendimento varia entre um e 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
A inflação medida pelo IPCA-15 em agosto foi puxada pelo aumento das tarifas e preços administrados, além dos alimentos. Nesse grupo, a pressão de alta veio do aumento da cotação do dólar.
Entre tarifas e preços administrados, os principais itens que influenciaram a alta foram as passagens de ônibus interestaduais (21,15%) e intermunicipais (10,36%), metrô (11,64%), gasolina (5,49%), gás de bujão (5,03%) e telefone fixo (2,27%).
O item empregados domésticos subiu 2,38%, como reflexo do reajuste do salário mínimo ocorrido em abril. Os alimentos continuaram a exercer pressão sobre a inflação medida no período e subiram 0,87%, influenciados pela variação cambial.
Entre os destaques de alta nos preços da alimentação e que sofreram influência da alta do dólar estão óleo de soja (16,47%), farinha de trigo (6%), pão francês (5,45%) e macarrão (3,65%). Todos esses produtos têm como matéria-prima o trigo ou a soja, duas commodities cotadas a preços internacionais.
Já os preços do feijão preto e do arroz, que aumentaram 8,14% e 2,97%, respectivamente, foram influenciados por problemas relacionados à safra. No ano, até agosto, a inflação medida pelo IPCA-15 já acumula alta de 5,09%. Na taxa acumulada dos últimos 12 meses, o IPCA-15 chega a 6,57%.
Com uma taxa de 1,45%, a região metropolitana de São Paulo apresentou a maior taxa de inflação de agosto medida pelo IPCA-15 entre as regiões pesquisadas. Também superaram a média nacional Salvador (1,39%), Curitiba (1,38%) e Brasília (1,29%). As demais áreas pesquisadas registraram taxas de inflação inferiores à média do período Belém (1,16%), Goiânia (1,01%), Rio de Janeiro (0,98%), Belo Horizonte (0,90%), Fortaleza (0,89%), Recife (0,84%) e Porto Alegre (0,71%).

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