IPC tem taxa acumulada de 60,34% desde o Plano Real
SÃO PAULO - A inflação paulistana acumulada desde a criação do real, em julho de 1994, é de 60,34%, segundo a pesquisa do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe). Entre os itens pesquisados, a maior alta foi da habitação, que ficou em média 126,31% mais cara. Essa alta reflete praticamente a correção dos contratos dos aluguéis, que foi em média de 522,3%.
A segunda maior alta foi das despesas com educação, que subiram em média 96,93%. Essa variação foi provocada pelos aumentos das matrículas e mensalidades escolares, que passaram a custar no período 117,25% mais. Os gastos com saúde não ficaram muito atrás. O consumidor gasta hoje 90,59% mais do que gastava quando o Real entrou em vigor. Os serviços médios de forma geral passaram a custar 122,66% mais e os paciente pagam pelas consultas médicas 154,42% mais.
Itens importantes, no entanto, subiram muito menos do que a média dos preços. Esse é o caso do custo da alimentação. A comida ficou 35,14% mais cara no período. Segundo o coordenador da pesquisa, o economista Heron do Carmo, isso significa que a inflação para a população de renda mais baixa deve ter sido menor. O Plano Real beneficiou principalmente a população que gasta a maior parte do salário para comer, ressaltou.





