Curitiba - Os remédios foram os principais responsáveis pelo aumento do custo de vida dos curitibanos em fevereiro. Segundo economistas do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do mês passado teve alta de 0,20%. Desse total, 0,17% foi consequência do reajuste de preços dos produtos do grupo de saúde e higiene pessoal. Analgésicos e antitérmicos, por exemplo, subiram 5,71%.
A tarifa de transporte e o leite pasteurizado também elevaram o IPC. A passagem do ônibus subiu 7,39% em fevereiro e o leite 7,23%. Dos 15 produtos que tiveram os maiores aumentos, 13 são do grupo de alimentos. ‘‘Como não fazem parte da cesta básica, não pesam tanto na composição do índice’’, explica o diretor do Centro Estadual de Estatísticas, Arion Cesar Foerster.
O grupo de produtos da linha de vestuário foi o único que apresentou redução média de 4,8%, influenciada pelas liquidações de verão. O vestido foi o que mais caiu: 22,31%. O IPC de fevereiro só não foi o dobro porque a gasolina baixou 7,7% e representa 50% do Índice de Preços ao Consumidor.
Como a gasolina aumentou na semana passada, os economistas já projetam um IPC de no mínimo 0,30% para março. O IPC acumulado do ano chegou a 1,07% e o dos últimos 12 meses em 6,27%.

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