IPC sobe 0,31% em Curitiba em maio
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segunda-feira, 05 de junho de 2000
Vânia Casado De Curitiba 
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em Curitiba subiu 0,31% no mês de maio. O índice, que mede o custo de vida das famílias de um a 40 salários mínimos, foi menor que o registrado em abril que foi de 0,42%. No acumulado do ano, o IPC é de 1,84%, o que reflete uma tendência de desaceleração na inflação em Curitiba. No mesmo período no ano passado, o IPC acumulado foi de 4,84%, comparou o diretor do Centro Estadual de Estatística do Ipardes, Arion Cesar Foerster. Para o mês de junho, os aumentos nos preços do telefone celular e do taxi deve contribuir para o aumento do IPC.
Dos 341 produtos pesquisados pelo Ipardes, 166 tiveram aumento de preços, 151 queda e 24 mantiveram-se estáveis. O grupo Transportes foi o que mais aumentou, com uma variação de 1,43%. Contribuiu para esse resultado o aumento médio de 5,15% no preço da gasolina, 1,64% no preço dos automóveis de passeio e utilitários usados, 1,29% no preço dos automóveis de passeio nacional zero quilômetro e 6,58% de elevação nas tarifas de ônibus intermunicipal.
A gasolina não teve reajuste de preço oficial, mas o Ipardes detectou a retirada dos descontos, desde abril. A perda dos descontos refletiu com mais intensidade no IPC de maio. A gasolina tem um aumento acumulado de 53,96% desde janeiro de 1999 e o álcool, uma alta de 23,71% no mesmo período. A segunda maior contribuição para o IPC de maio foi o grupo do Vestuário, com variação positiva de 4,68%.
O item comunicação, que envolve o pagamento de telefones residenciais, celulares e aluguel de telefone, teve queda de 0,29% no IPC de maio. A queda foi provocada pela redução no item aluguel de telefone residencial que vem caindo 58% desde o início do ano. A elevação média de 7,55% nas tarifas do telefone celular deverão refletir no índice a partir da segunda semana de junho, embora o impacto no índice será de apenas 0,01%.
Já o grupo de Alimentos ajudou a baixar o custo de vida na capital, com uma queda de 0,92% no IPC. Somente as carnes bovinas em geral contribuiu com uma queda de 3,98%, com destque para a alcatra bovina, com queda de 13,07%. Segundo Arion, a queda no preço das carnes ocorreu com mais intensidade no mês de maio com o aumento da oferta. No acumulado do ano, os produtos semi-elaborados tiveram queda de 9,3%, em decorrência da queda de preços das carnes bovina, suina, aves, pescados e cereais.


