IPC-S perde força com menor elevação nos preços
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segunda-feira, 01 de março de 2010
Alessandra Saraiva<br> Agência Estado 
Rio de Janeiro - A inflação mensurada pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) perdeu força. O índice subiu 0,68% até a quadrissemana encerrada em 28 de fevereiro, taxa menor do que a apurada no IPC-S da quarta quadrissemana de janeiro, quando avançou 1,29%. O resultado ficou dentro das projeções dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que apostavam uma elevação entre 0,60% e 0,92%, sendo levemente inferior à mediana das expectativas (0,70%). A taxa também foi inferior ao IPC-S imediatamente anterior, de até 22 de fevereiro (0,84%).
Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, seis apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços, da terceira para a quarta quadrissemana de fevereiro.
De acordo com a FGV, a taxa menor do IPC-S foi originada de um cenário de inflação menos intensa e de deflação, respectivamente, nos preços de transportes (de 2,46% para 1,74%), e de educação, leitura e recreação (de 0,66% para -0,02%).
Nestas duas classes de despesa, houve mudanças nas trajetórias de preços de tarifa de ônibus urbano (de 4,55% para 2,50%) e de cursos formais (de 1,49% para 0,12%), respectivamente. Segundo a fundação, a taxa do IPC-S de até 28 de fevereiro foi a menor desde a primeira quadrissemana de janeiro, quando subiu 0,51%.
Das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice, seis apresentaram decréscimos em suas taxas de variação de preços, entre a terceira e a quarta quadrissemana de fevereiro. Além das duas já citadas, é o caso de alimentação (de 1,22% para 1,16%); vestuário (de -0,44% para -0,62%); saúde e cuidados pessoais (de 0,45% para 0,43%); educação, leitura e recreação (de 0,66% para -0,02%); transportes (de 2,46% para 1,74%); e despesas diversas (de 0,46% para 0,37%).
A única classe de despesa que apresentou aceleração de preços no período foi a de habitação (de 0,28% para 0,33%). Ao analisar a movimentação de preços entre os produtos, a FGV informou que as altas mais expressivas foram registradas em tarifa de ônibus urbano (2,50%); tomate (28,36%); e açúcar refinado (11,03%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em maçã nacional (-18,78%); cenoura (-13,23%); e passagem aérea (-11,07%).


