IPC-S desacelerou em 4 das 7 capitais pesquisadas
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
Alessandra Saraiva 
Rio de Janeiro- O bom comportamento nos preços dos alimentos processados, que atualmente registram desacelerações de preços, conduziu à taxa menor de inflação apurada pelo IPC-S em quatro das sete capitais pesquisadas para cálculo do índice. A informação é do economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Braz. ''Seis das sete cidades pesquisadas apresentaram desaceleração nos preços dos alimentos (na passagem do IPC-S de até 7 de julho para o índice de até 15 de julho)'', afirmou o economista.
No caso de São Paulo, capital de maior peso no cálculo do índice, a inflação dos alimentos perdeu força (de 2,40% para 1,92%), no mesmo período. Isso porque houve desacelerações de preços em carnes bovinas (de 10,57% para 8,82%); arroz branco (de 7,35% para 2,96%); e açúcar refinado (de 5,43% para 2,08%). ''Os alimentos processados estão passando por um processo praticamente generalizado de desaceleração de preços'', admitiu.
No caso de São Paulo, dos 20 gêneros alimentícios pesquisados, seis registraram aceleração de preços, na passagem do IPC-S de até 7 de julho para o índice de até 15 de julho. O mesmo cenário também se repetiu no Rio de Janeiro, que também apresentou taxa menor do IPC-S (de 0,61% para 0,45%), com desaceleração de preços dos alimentos (de 1,57% para 1,07%). Na capital fluminense, houve elevações de preços menos intensas e quedas em arroz e feijão (de 8,3% para 4,97%); adoçantes (de 1,74% para -0,09%); panificados e biscoitos (de 1,74% para 1,16%) e carnes bovinas (de 7,11% para 5,53%). Dos 21 itens alimentícios pesquisados no Rio, apenas cinco apresentaram aceleração de preços, na passagem do IPC-S de até 7 de julho para o índice de até 15 de julho.
Para o economista, o IPC-S deve continuar a desacelerar nas capitais pelo menos até o final do mês. Isso porque as taxas de elevação de preços menos intensas apuradas em alimentos processados devem continuar até o fim de julho, ajudando a reduzir a taxa do IPC-S.
Entretanto, após julho, a inflação semanal no varejo deve sentir mais o impacto de aumentos e reajustes nos preços das tarifas - como a de telefonia fixa, em âmbito nacional, e a de eletricidade residencial em São Paulo.


