IPC mostra volta da inflação em Curitiba
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 06 de outubro de 2005
Vânia Casado<br>Equipe da Folha 
Curitiba Após um mês de estabilização e inflação quase zero, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) voltou a crescer em Curitiba. Em setembro, o IPC atingiu 0,23%, com os aumentos dos automóveis, gasolina e telefone. O índice não foi maior porque os preços dos alimentos e do vestuário continuaram em queda.
A pesquisa mensal do IPC, divulgada ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostrou uma alta de 0,15% na comparação com o índice de agosto que foi de 0,08%. A pesquisa abrange o consumo das famílias de um a quarenta salários mínimos.
Para a diretora do Centro Estadual de Estatística do Ipardes, Sachiko Araki Lira, o índice de setembro foi comportado se considerar o IPC de junho que mostrou uma elevação de 1,22%. Para mês de outubro, a diretora de Ipardes acredita que o índice deve se permanecer em baixa, mas ainda carregando resíduos do aumento da gasolina. Sachiko acredita que, em outubro, os preços do grupo vestuário devem reagir com a proximidade do verão.
Apesar disso, a inflação de 2005 até o final do ano deve se situar abaixo da meta estabelecida pelo Banco Central que prevê um índice até 5%, acredita a diretora do Ipardes. O IPC acumulado no ano de janeiro a setembro está em 2,96% e dos últimos 12 meses (outubro de 2004 a setembro de 2005) em 4,90%.
Uma das principais razões para que a capital paranaense voltasse a ter inflação foi o comportamento do grupo Transporte e Comunicações, que terminou o mês em alta de 1,4%. As maiores contribuições foram os itens automóvel de passeio e utilitário usado (3,71%); automóvel de passeio nacional zero quilômetro (3,39%); gasolina (3,8%) e um residual de 1,42% do aumento telefone residencial-serviços, ocorrido em julho.
Além disso, houve também a alta dos produtos e serviços do grupo Despesas Pessoais, que variou 0,51% em setembro, pressionado pelos itens empregada doméstica (3,43%); excursão não-escolar (6,49%) e diarista (2,87%).
Segundo o Ipardes, o preço dos alimentos e bebidas apresentou deflação pelo quarto mês consecutivo. Em setembro, o grupo teve queda de 0,39%, pressionado por leite pasteurizado (-3,44%); batata-inglesa (-8,06%) e ovo de galinha (-9,74%).
O grupo Habitação apresentou de 0,10%, com a redução de 1,37% no valor dos condomínios. No grupo Vestuário, que teve deflação de 1,08%, os destaques são camisa masculina (-3,85%); blusa feminina (-6,63%) e sapato feminino (-3,36%).


