IPC-Fipe mostra recuo da inflação
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quinta-feira, 06 de novembro de 2003
Agência Estado 
São Paulo - A menor pressão dos alimentos e dos preços administrados fez com que a inflação medida pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em outubro caísse para 0,63%, dentro das expectativas do mercado, que esperava uma taxa entre 0,58% e 0,75%. A taxa é menor que a variação de 0,84% apurada pelo mesmo índice em setembro.
A maior pressão no custo de vida do paulistano foi o preço da habitação, que subiu 1,16% no mês, seguido de perto por alimentos, com 0,82%, e vestuário, com 0,51%. Analistas consultados esperavam que essa inflação, considerada pontual, ocorresse, já que foi resultante de reajustes sazonais de tarifas públicas, entressafra e valorização das commodities agrícolas, cujos preços são internacionais. Um exemplo foi o preço das carnes. Também o grupo habitação, em decorrência da tarifa de água e esgotos, pressionou o índice.
O IPC-Fipe apresentou o seguinte comportamento na sua composição: habitação, 1,16%; alimentação, 0,82%; transporte, 0,20%; despesas pessoais, -0,07%; saúde, 0,20%; vestuário, 0,51%; e educação, 0,03%.
O coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Heron do Carmo, manteve a expectativa de inflação para o fechamento do ano em 8%. A manutenção ocorreu mesmo com a redução da previsão de inflação para novembro, em 0,10 ponto porcentual, de 0,50% para 0,40%. Segundo Heron, a inflação acumulada no ano, de janeiro até outubro, está em 7,44%.


