IPC-Fipe fecha novembro com deflação de 0,05%
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quarta-feira, 06 de dezembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O comportamento dos preços dos alimentos continua puxando a inflação para baixo na cidade de São Paulo. Em novembro, o IPC-Fipe registrou deflação de 0,05%, após ter fechado outubro em 0,01%. O resultado surpreendeu a instituição, que esperava uma variação de 0,20%. Com isto, a previsão de inflação da Fipe para este ano caiu para 4,6%.
Para dezembro, o coordenador da pesquisa, Heron do Carmo, espera uma variação de 0,5%, refletindo principalmente o aumento dos combustíveis. Ele calcula que a gasolina e o gás de botijão devam contribuir com 0,20 ponto porcentual ao IPC. Em novembro, o índice incorporou apenas uma parte do reajuste, que foi determinado na última semana do mês. O índice também não deverá contar mais com a contribuição negativa dos alimentos, já que a expectativa é de que parem de cair.
Heron do Carmo reiterou que a retração deste item mostra um ajustamento dos preços, após a excessiva alta no começo do semestre. Além dos hortifrutigranjeiros, que subiram em razão da geada, o leite é um dos principais produtos a devolver os aumentos. Em novembro, a retração do grupo Alimentação foi de 1,05%, contribuindo com -0,24 ponto porcentual no índice geral. O item Saúde também caiu (-0,16%).
Outra surpresa foi o comportamento do grupo Vestuário. Era esperada uma alta de 1,5% com a entrada da nova coleção e aumento da demanda por causa das compras de final de ano. No entanto, a variação foi de apenas 0,41%.
Previsão 2001A Fipe estima uma redução de aproximadamente 1 ponto porcentual na inflação do próximo ano em relação a deste ano por conta de um reajuste menor das tarifas públicas. Na avaliação da instituição, o IPC deve registrar uma variação de 3,5% em 2001, contra 4,6% este ano. De acordo com Heron do Carmo, os aumentos dos serviços de telefonia e energia elétrica, que refletem a inflação passada, irão subir cerca de 6% contra uma média de 13% este ano. Além disso, não são esperados novos reajustes da gasolina porque os preços do petróleo no mercado internacional devem começar a refluir a partir de janeiro.
O consumidores finais devem continuar se favorecendo dos ganhos de produtividade das empresas, que atingiu uma média de 8% na última década, e, segundo especialistas, foram repassados aos preços. De acordo com acompanhamento da Fipe, desde a implantação do Plano Real, em 1994, os produtos industrializados caminharam abaixo da inflação, que acumulou uma alta de 86,69% até novembro.


