Curitiba - A capital paranaense registrou inflação de 0,48% em março, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O percentual é o mesmo registrado em fevereiro. De acordo com os especialistas do Ipardes, a maior contribuição para o índice em março foi dos segmentos transportes e comunicação, que apresentou queda de 0,84%. Já a maior alta de preços na Capital ficou por conta do setor de vestuário, com aumento de 2,14%. A taxa vale para as famílias com rendimentos que variam de um a 40 salários mínimos.
Entre os itens que tiveram queda no setor de transportes e comunicação os principais são o álcool (-21,85%) e a gasolina (-7,64%). O economista do Ipardes, Gino Schlesinger, diz que não era esperada uma queda tão grande dos combustíveis em março. Já a alta no segmento de vestuário, que foi influenciada principalmente pelo aumento nos preços dos sapatos femininos (9,87%), das blusas femininas (7,45%) e das calças compridas masculinas (4,68%). ''Em abril, tantos os combustíveis quanto as roupas devem subir. O vestuário por um questão sazonal e os combustíveis porque a queda de março foi muito grande'', explica Schlesinger.
Os outros cinco segmentos pesquisados pelo Ipardes também apresentaram alta. Os alimentos e bebidas aumentaram 0,59% de preço, sendo que o produto que mais contribuiu para este resultado foi o café em pó (2,76%), o setor da habitação subiu 0,72% de preço, com destaque para a alta da água e esgoto (7,01%), os artigos de residência tiveram alta de 1,04%, o segmento de sá© ude e cuidados pessoas aumentou em 1,20%, resultado que se deu principalmente por causa dos medicamentos que subiram 2,55% seus preços, e o setor de despesas pessoais subiu em 0,73% seus preços.
Schlesinger afirma que a previsão para abril é de que a inflação de Curitiba feche com alta na casa dos 0,70%. Isso porque neste mês as farmácias receberam autorização para subir de preço os medicamentos. Por outro lado, há a expectativa que com os dois novos hipermercados abertos em meados de março na Capital os preços dos alimentos caiam em função de ofertas.

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