IPC fecha ano abaixo da previsão
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terça-feira, 09 de janeiro de 2001
Agência Folha De São Paulo 
A inflação paulistana medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe ficou em 4,38% em 2000, índice inferior à última previsão feita em dezembro, de 4,60%. A inflação do ano passado foi a metade da de 99, de 8,64%. As maiores altas registradas pela Fipe no ano passado foram as da gasolina (35,85%), do álcool combustível (30,4%), dos telefones fixos (20,03%), da energia elétrica (12,15%) e dos telefones celulares (8%).
Para este mês, a Fipe prevê inflação de 0,40%. O reajuste das mensalidades escolares, o pagamento do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e a alta dos hortifrutigranjeiros devem puxar o índice do mês.
Já para o primeiro trimestre do ano, a taxa ficaria em 0,50%, com chances de deflação em fevereiro e março, devido às liquidações.
Desde o início do Real, em julho de 1994, o aluguel é o item que acumula a maior alta, de 538,34%. Em 2000, o reajuste desse item ficou defasado e só deve se recuperar este ano, segundo a Fipe.
Já os remédios tiveram alta de 88,07% desde o início do Real, segundo os cálculos da instituição. Foram os produtos industrializados que mais subiram no período.
Depois de acumular queda de 4,92% desde o início do Real, roupas, calçados e acessórios vão superar a variação da inflação projetada, devido à maior demanda provocada pelo aquecimento da economia. Os equipamentos de informática e telefonia tiveram a maior queda do ano passado: 8,84%.
A inflação da Fipe no ano passado foi bem inferior à apurada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que foi de 7,21%. O cenário traçado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) é inédito desde o fim da década de 40. A instituição projeta que a inflação fique em 3,5% no município de São Paulo neste ano.


