IPC em Curitiba tem alta de 0,73%
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quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Andréa Bertoldi <br> <br> Reportagem Local 
Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) para Curitiba subiu pela oitava semana consecutiva. A terceira quadrissemana de setembro, referente aos 30 dias anteriores ao dia 22, apresentou alta de 0,73% nos preços. O índice é divulgado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O que mais contribuiu para o aumento foi o grupo de alimentos e bebidas, com alta de 2,27%. Os produtos que mais subiram foram a batata inglesa (54,25%) e o arroz (10,19%).
O presidente do Ipardes, Gilmar Mendes Lourenço, explicou que a aceleração da inflação nos últimos meses vem sendo puxada pelos alimentos em função do final do inverno, que foi marcado por muita chuva no início e estiagem de mais de um mês, que elevou os preços dos hortifrutigranjeiros. Isso fez o Paraná trazer produtos de outros estados, elevamdo o custo para o consumidor final. Os alimentos também sofreram influência da alta das commodities, com a quebra da safra dos Estados Unidos e o crescimento acelerado da China.
Além dos alimentos, outros itens que contribuíram para o aumento do IPC foram aluguel de moradia (1,13%), almoço e jantar - refeição (1,64%), disco laser - CD (8,44%), perfume (7,43%) e blusa feminina (9,82%).
Por outro lado, houve queda de -0,67% em transporte e comunicação, que impediu o aumento maior no conjunto dos preços de produtos e serviços. De acordo com o Ipardes, o preço das passagens aéreas caiu 27,24% e os pacotes turísticos nacionais tiveram redução de 5,32%. A gasolina também apresentou queda de 1,53%.
Lourenço prevê que o mês de setembro dificilmente terá inflação inferior a 0,70%. A estimativa dele é que o índice feche o ano próximo de 5%. Ele explicou que outubro deve apresentar influência dos acordos coletivos dos bancários e dos petroleiros. Além disso, há uma tendência natural de elevação dos preços em função do dinheiro extra que entra na economia com o pagamento do 13º salário. ''As vendas de final de ano também fazem a inflação subir'', disse. No entanto, para Lourenço não há uma tendência preocupante da inflação.
O presidente do Ipardes ressaltou que, no fim do ano, é mais difícil ter a pressão dos preços agrícolas pois, neste período, a safra já foi colhida e é época de plantio.


