Na segunda quadrissemana de junho, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em Curitiba manteve a queda apresentada na semana anterior. Pressionado pelas reduções nos valores dos combustíveis e de alimentos como a batata-inglesa, o índice geral registrado foi de -0,10%. Na primeira quadrissemana, a variação havia sido de -0,15% na capital paranaense. O cálculo é feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimeto Econômico e Social (Ipardes).
De acordo com o pesquisador do Ipardes, Marcelo Antonio, o valor é resultado de levantamento realizado com aproximadamente 3 mil produtos nos últimos 30 dias, terminados em 15 de junho. Os setores da economia que mais contribuíram para esse resultado foram Transporte e Comunicação, com redução de 1,20%, e Alimentos e Bebidas, cujos preços sofreram queda de 1,11%.
''A queda no índice de Transporte e Comunicação se deve principalmente pela redução do álcool combustível e da gasolina'', esclarece Antonio. No período pesquisado, o etanol apresentou redução de 20,13% e a gasolina, queda de 5,05%. No entanto, segundo ele, nos últimos dias já foi possível observar um leve aumento no preço desses produtos. Para compor a média de preços praticada no setor são considerados valores de combustível, passagens de ônibus e avião, custo do transporte coletivo e da telefonia em geral, dentre outros.
Já entre os custos de alimentação, a queda do preço de alguns produtos forçou a redução geral do índice. A batata-inglesa apresentou variação de -18,67%, o lanche - consumo de alimentos fora de casa, com excessão do almoço e janta -, de -4,69%, e o ovo de galinha sofreu redução de 13,48%. Apesar do aumento de 20,41% no preço do tomate, Antonio explica que o setor fechou com variação negativa devido ao maior número de produtos que registraram queda significativa.
''Esses setores já vinham caindo em levantamentos anteriores'', revela o pesquisador. Segundo ele, o segmento de Transporte e Comunicação apresenta redução desde a terceira quadrissemana de maio, enquanto o de Alimentos e Bebidas registra queda desde a última semana de maio.
Alta
Em contrapartida, o setor do Vestuário apresentou a maior alta no período: 1,79%. ''Esse aumento foi impulsionado pelos artigos de inverno femininos'', argumenta Antonio. Outro segmento que teve variação positiva foi o de Artigos de Residência, com 1,04%.
O serviço de excursão turística sofreu aumento de 14,11% e influenciou o acréscimo de 0,76% no índice de Despesas Pessoais. O segmento da Habitação também registrou elevação de 0,61%, impulsionado, em parte, pelo aumento de 0,71% no valor do aluguel de moradia.

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