São Paulo Empurrados pela disparada do dólar, pelo aumento das tarifas e pela entressafra, os índices de inflação apurados na segunda semana do mês de agosto apresentaram alta. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apurado na cidade de São Paulo pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), da USP, elevou-se na segunda quadrissemana de agosto (período de 30 dias encerrado no dia 15) em 0,16 ponto porcentual, de 0,79% na primeira medição para 0,95% na segunda, divulgada ontem.
Entre os índices calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a segunda prévia da inflação do mês medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) registrou taxa de 1,73% na segunda prévia de julho, a taxa havia sido de 1,49%. O índice acumula alta de 10,37% nos últimos 12 meses e 7,33% no ano.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) também apresentou alta, de 1,98% na segunda prévia de julho para 2,42% agora. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou em 0,71%, quase equiparado à prévia do mês passado, que foi de 0,73%. E o Índice Nacional de Custo da Construção fechou em 0,34%.
Revisão A alta da inflação na cidade de São Paulo levou a Fipe a fazer uma pequena revisão na previsão para agosto, de 1% para 1,10%. Segundo o coordenador da Pesquisa de Preços, Heron do Carmo, a revisão leva em conta o aumento dos preços dos alimentos além do esperado em especial do pão francês, que subiu 10,73%, dando uma contribuição de 0,13 ponto porcentual para a taxa apurada no período.
Heron ponderou que, se o preço do gás de cozinha baixar cerca de 5% ainda em agosto, o índice poderá ficar em torno de 1%, conforme a previsão anterior. As tarifas de telefone fixo (7,87%) e energia elétrica (5,29%) contribuíram com 0,40 ponto porcentual para a composição do índice. Para o resto do mês, Heron espera mais uma contribuição de 0,18 ponto porcentual para esses itens, o que leva a crer que a inflação ficará mesmo em 1,10%.
Segundo o economista Elson Teles, do Banco Boreal, a alta da inflação na segunda semana de agosto foi provocada basicamente pelos aumentos da tarifa de energia elétrica, telefonia e alimentação.

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