IPC de fevereiro fecha em alta de 0,48% em Curitiba
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 08 de março de 2004
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) pesquisado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) teve alta de 0,48% no mês de fevereiro em Curitiba, se comparado ao mês anterior. No ano, a alta acumulada é de 2,21%. O setor de transporte e comunicação foi um dos que mais contribuíram para o índice geral do mês, com aumento de preços de 1,55%.
Os principais itens responsáveis pelo resultado positivo no setor foram os automóveis de passeio nacional zero quilômetro (2,94%), automóvel de passeio e utilitários usados (1,58%), conserto de veículos (5,14%), gasolina (1,32%), serviço de telefonia residencial (1,26%) e acessórios para veículos (9,92%).
O grupo habitação foi o que mais surpreendeu os analistas econômicos em fevereiro, registrando o maior índice desde agosto de 2001 e fechando em alta de 1,93% em fevereiro. O setor de serviços públicos também teve alta significativa, destacando os itens de energia elétrica residencial (5,83%), água e esgoto (6,54) e o Imposto Predial e Territorial Urbano IPTU (3,58%). Os artigos de residência em geral tiveram alta em fevereiro.
Planos de saúde tiveram alta de 4,9% em fevereiro. Ficou estável o grupo despesas pessoais, com variação positiva de 0,03%. Tiveram alta os cigarros (3,04%), ingressos para futebol (12,59%), mensalidade de clubes (5,2%) e jornais diários (15,33%).
As maiores baixas de preços foram verificadas no setor de alimentos e bebidas, com queda de -0,33%. Os produtos que mais contribuíram para o resultado de fevereiro foram o tomate (--27,26%), açúcar refinado (-12,93%), refeição (-0,55%), leite pasteurizado (-1,06%) e banana caturra (-11,21%). Também tiveram queda nos preços em fevereiro o álcool combustível (-2,15%) e a tarifa de ônibus urbano (-1,03%).
Outro item que contribuiu para a queda de preços foi o de tecidos e vestuário em geral, com variação negativa de 2,89%, provocada pelas liquidações de verão. Apresentaram também queda de preços as excursões turísticas não escolares (-20,33%) e os ingressos para casas noturnas. A pesquisa Ipardes reflete apenas o consumo das famílias que recebem de um a 40 salários mínimos.


