IPC de Curitiba sobe 0,46%
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terça-feira, 06 de setembro de 2011
Andréa Bertoldi <br> <br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor de Curitiba (IPC) - famílias que recebem entre 1 e 40 salários mínimos - foi de 0,46% em agosto, superior ao de julho, que fechou em 0,15%. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o acumulado do ano está em 4,22%, bem acima dos 2,62% registrados no mesmo período de 2010. Considerando os últimos 12 meses, o índice situa-se em 6,73%.
O grupo Transporte e Comunicação subiu 0,82% em agosto. Com o fim das promoções realizadas em julho pelas empresas aéreas pesquisadas, a passagem de avião foi o item que apresentou maior contribuição, com aumento de 17,78%. A observação é do chefe do núcleo de pesquisas periódicas do Ipardes, Marcelo Antonio.
Destacam-se também as altas em automóvel de passeio 0 km (1,09%), conserto de veículo (1,75%), e gasolina (0,74%). A pesquisa também já captou uma parte do aumento da gasolina que hoje é vendida, em média, por R$ 2,69 em Curitiba. O IPC de setembro deve refletir mais ainda a alta em função da diminuição do percentual de etanol na gasolina.
O grupo Alimentos e Bebidas subiu 0,77%, com destaque para leite pasteurizado (alta de 1,83%), frango resfriado (5,28%), almoço e jantar (0,70%) e lanche (2,93%). Segundo ele, o leite está em período de entressafra e as pastagens foram prejudicadas pelo inverno que teve geadas intensas.
Por outro lado, o grupo Vestuário teve nova queda, agora de 2,07%. A desaceleração dos preços deve-se a várias ofertas e promoções da estação outono-inverno. Contribuíram para este resultado as reduções de preços de blusa feminina (9,02%), agasalho feminino (13,52%), agasalho masculino (11,62%), agasalho infantil (16,56%), tênis adulto (1,85%), sapato feminino (2,49%), bermuda e short infantil (7,78%) e conjunto esportivo infantil (10,50%).
O grupo Habitação apresentou alta de 0,76%, destacando-se os aumentos nos preços da energia elétrica residencial (2,45%) e dos aluguéis de moradia (0,96%). Artigos de Residência apresentaram queda de 0,17%. As principais influências foram: móvel para sala - mesa/cadeiras (-8,69%), carpete (-7,67%) e televisão (-1,59%). O grupo Saúde e Cuidados Pessoais teve variação de 0,65%, destacando-se o aumento de 1,58% nos preços de planos de saúde. Com aumento de 0,49%, o grupo Despesas Pessoais foi influenciado principalmente pela alta de 4,34% nos preços de ingresso de casas noturnas.


