IPC de Curitiba desacelera na terceira prévia do mês
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terça-feira, 01 de fevereiro de 2011
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A terceira prévia do Índice de Preços ao Consumidor de Curitiba (IPC) teve redução em relação a semana anterior e fechou em 0,88% contra 0,92% na segunda semana. A tendência é que o mês termine com índice inflacionário abaixo de 1%. Os grupos que mais influenciaram no resultado até agora foram alimentos e despesas pessoais, além do álcool que faz parte do item transportes.
A ligeira desaceleração observada nesta prévia deve-se ao declínio do grupo vestuário que, na segunda semana do mês de janeiro teve alta de 1,16% e na terceira semana o aumento foi de 0,96%. Segundo o pesquisador do Ipardes, Marcelo Antônio, isso pode ser reflexo do início das liquidações de roupas de verão.
Ele destacou que a alimentação vem subindo desde dezembro e o álcool deve continuar a trajetória de alta até o início da safra da cana-de-açúcar no final de março ou começo de abril. Para Antônio, a inflação de janeiro deve ser maior que a registrada no mesmo mês do ano passado quando ficou na casa de 0,22%.
Entre os itens pesquisados, os que mais influenciaram, da ordem da maior para a menor contribuição foram: álcool etanol (7,23%), mensalidades de curso fundamental (6,55%), aluguel de moradia (0,95%), gasolina (2,17%), mensalidades de curso superior (6,25%), tomate (26,12%) e frango resfriado (8,91). Por outro lado, observou-se queda em automóvel de passeio e utilitário usados (-0,93%), empregada doméstica (-2,84%) e televisão (-5,48%).
Ele destacou que as prévias de inflação do primeiro mês deste ano estão bem mais altas que em janeiro de 2010. No ano passado, a primeira semana do ano teve alta de 0,46%, seguida de 0,43% na segunda semana e 0,47% na terceira. Neste ano, as prévias apontaram 0,77%, 0,92% e 0,88%, respectivamente. Para Antônio, os itens que mais trouxeram influência para a taxa inflacionária até agora foram alimentos e bebidas e transportes.
Para o cálculo da inflação, o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) coleta, mensalmente, em Curitiba, cerca de 60 mil preços de produtos consumidos por famílias que ganham de 1 a 40 salários mínimos.


