IPC de 1,72% em Curitiba é o maior em 11 meses
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 10 de fevereiro de 2004
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), em Curitiba, no mês de janeiro, foi o maior dos últimos 11 meses: 1,72%. A alta foi pressionada, principalmente, pelos itens do grupo despesas pessoais, que aumentaram 4,68%. Os técnicos do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), que divulgou ontem a pesquisa, acreditam que nos demais meses deste ano o custo de vida do curitibano deva ficar bem abaixo do registrado em janeiro. Em dezembro, o IPC teve queda de 0,05%. Nos últimos 12 meses, o IPC acumula variação de 6,29%.
O preço das excursões turísticas, com variação de 35,21% em relação a dezembro, liderou o ranking de itens do grupo despesas pessoais que tiveram aumento em janeiro. O segundo grupo que mais contribuiu para a alta do IPC foi o de transportes e comunicação (2,22%). Os carros de passeio novos que, apesar da variação bem menor (4,86%), têm maior peso na composição do IPC.
O economista do Ipardes, Gino Schlesinger, observou que janeiro já é um mês ''crítico'' por causa do aumento no item educação e foi agravado por altas em outros itens do grupo de despesas pessoais. As mensalidades do ensino superior tiveram alta de 10,09%, seguidas do ensino fundamental (9,03%) e do ensino médio (9,34%). Os cursos de idiomas e informática também registraram tiveram aumento de 8,75%. O único grupo pesquisado que apresentou queda de preços, foi o de vestuário, com variação negativa de 1,3%.
O IPC de janeiro teve, ainda, influência do aumento na energia elétrica, que subiu 7,51%. A retirada do desconto dado pelo governo, segundo Schlesinger, deve refletir ainda no índice de fevereiro. Ele acredita que a partir daí sejam meses de calmaria. ''As principais pressões que eram para acontecer estão acontecendo nos meses de janeiro e fevereiro'', complementou.
O economista estima que, em fevereiro, o IPC ainda seja alto, próximo de 1%, por conta do aumento nas tarifas de água e esgoto e do provável reajuste nas tarifas do transporte coletivo.


