A redução do ritmo de aumento nos preços dos alimentos hortifrutigranjeiros na última semana do mês na cidade de São Paulo levou a inflação de janeiro medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a ficar abaixo da previsão. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechou com elevação de 0,38%, diante da projeção de 0,50%.
Os alimentos in natura, que vinham subindo em razão das chuvas, fecharam o mês com variação de 1,32%. A retração do IPC teve a colaboração também da queda do grupo Vestuário (-0,50%), com o início das liquidações de verão, o que compensou em parte a pressão das mensalidades escolares e do IPVA.
A taxa de janeiro é inferior ao de janeiro de 2000 (0,57%), mas é a maior desde agosto do ano passado (1,25%). O coordenador da pesquisa de preços, Heron do Carmo, avalia que este resultado pode ser o maior índice mensal do ano, a menos que a concentração de diversos reajustes de tarifas públicas em um mesmo período, como aconteceu entre julho e agosto de 2000, ocorra novamente em 2001.

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