A inflação na cidade de São Paulo, medida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ficou em 1,87% na segunda quadrissemana de agosto, a maior alta quadrissemanal desde janeiro de 1996. Na terceira quadrissemana daquele mês, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) tinha sido de 2,07%. Esta variação provavelmente será também a maior do ano, na avaliação do coordenador da pesquisa, Heron do Carmo. A partir da próxima semana, o IPC deve começar a recuar e fechar agosto abaixo de 1%. Na quadrissemana anterior, o índice foi de 1,63%.
Segundo a Fipe, os efeitos dos aumentos das tarifas públicas, combustíveis e alimentos, que pressionaram a inflação em julho e no início de agosto, começarão a perder força a partir de agora. ‘‘Já atingimos o pico’’, afirmou Heron. O resultado de agosto vai depender do comportamento dos alimentos in natura, que subiram muito por conta das geadas e podem até ter os preços reduzidos com a regularização da oferta.
Alguns semi-elaborados, que também ajudaram a elevar o IPC em razão da entressafra, devem começar a recuar. É o caso do leite, que já está com preços menores na ponta, depois de aumentar 52% desde o início do ano, e do frango, que conseguiu recuperar toda a queda acumulada no primeiro semestre.
Na segunda quadrissemana, os preços controlados pelo governo, como a luz, telefone, combustíveis e gás de botijão responderam por maior parte da inflação. O aumento da energia apurado pela pesquisa foi de 4,09%; do telefone fixo, 5,87%; gás, 11,65%; gasolina, 16,08%; e álcool, 18,63%. Os cinco itens juntos foram responsáveis por 0,87 ponto porcentual do índice geral, o mesmo valor da inflação acumulada em todo primeiro semestre. Os produtos hortifrutigranjeiros, afetados pela geada, contribuíram com mais 0,31 ponto.
As variações do IPC, por grupo, foram: Habitação, 1,23%; Alimentação, 2,98%; Transportes, 3,85%; Despesas Pessoais, 0 79%; Saúde, 1%; Vestuário, 0,26%; e Educação, 0,02%.

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