IPC cai menos que o esperado em Curitiba
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segunda-feira, 09 de junho de 2003
Vânia Casado<br> Equipe da Folha 
Curitiba O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), em Curitiba, apresentou variação de 0,51% no mês de maio, em relação ao mês anterior. Apesar de ser o menor índice dos últimos 12 meses, esperava-se uma queda maior no IPC, o que acabou não acontecendo. No mês de abril, o IPC foi de 0,87%, portanto o índice de maio corresponde a uma queda de 0,36%. A expectativa é que daqui para frente os índices de inflação voltem a patamares anteriores ao da alta do câmbio, verificada no segundo semestre do ano passado
Conforme pesquisa mensal feita pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o IPC deste ano já acumula um índice de 5,16%. Nos últimos 12 meses, a inflação apurada já atinge 14,65%. O IPC, medido pelo Ipardes, apura a inflação para as famílias curitibanas com renda de um a 40 salários mínimos.
No mês de maio, quando se esperava uma queda do índice próximo de zero, a surpresa ficou por conta da alta do arroz (12,25%), excursões não escolares (9,30%) e empregada doméstica (5,50%), informou a economista Maria Luiza de Castro Veloso, do Ipardes. Os itens que mais constribuíram para a queda foram gasolina(-6,57%), álcool combustível (-5,26%), tarifa de ônibus urbano (-1,63%) e automóveis zero quilômetro. O importado teve queda de (-1,56%) e o nacional (-1,30%).
O grupo de alimentos e bebidas teve alta de 0,06% no IPC. Além do arroz, pesou o aumento do leite pasteurizado, que foi de 4,46% e batata inglesa, com alta de 9,9%. Apresentaram queda de preços produtos como tomate (-39,10%), laranja pera (-15,28%), tangerina (-38,41), frango inteiro (-3,11%) e alface (-18,35).
De acordo com técnicos do Ipardes, a pressão do custo do leite no orçamento das famílias deve-se ao início do período de entressafra. Ocorre que os efeitos do clima vão começar a influenciar daqui para frente, que é o período que aumenta a escassez de pastagens para os animais em função das baixas temperaturas. Com isso, cai a produção de leite. Nos últimos dois meses, o que houve foi uma especulação do varejo sobre os produtos lácteos, afirmou o médico veterinário Fábio Peixoto Mezadri, do Departamento de Economia Rural, da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Deral).
No mês passado, o Deral chegou a detectar aumentos de 100% na margem de venda do varejo sobre os preços do atacado para o litro de leite e queijos prato e muzzarella.


