Ipardes calcula inflação de 5% em Curitiba no ano
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terça-feira, 05 de setembro de 2000
Carmem Murara De Curitiba 
O reajuste no preço de algumas tarifas públicas, como energia elétrica, e o encarecimento dos combustíveis foram eleitos os maiores responsáveis pela inflação de 0,91% registrada na capital paranaense, em agosto. Os dados foram apresentados ontem pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) que calcula todos os meses o ândice de Preços ao Consumidor (IPC). O resultado deste mês, no entanto, apresentou queda de 1,19 ponto percentual em relação a julho, quando houve a maior taxa do ano, fixada em 2,1%. O índice acumulado nos oito primeiros meses do ano é de 5,02%.
Somente os segmentos transporte e habitação, onde se encaixam os itens combustíveis e energia elétrica, respectivamente, contribuíram com 0,96 pontos percentuais na inflação geral do mês passado. O segundo segmento que mais pesou no cálculo inflacionário foi alimentos, com 0,48%. O leite pasteurizado, por exemplo, ficou 5,7% mais caro e a batata inglesa 25%.
No caso do combustível, a gasolina ficou 8,6% mais cara e o álcool 14,1%. Na última semana começou a haver uma redução no preço do combustível, por isso acreditamos que, neste mês, poderemos ter uma inflação até 50% mais baixa do que em agosto, afirmou o economista do Ipardes, Gino Schlesinger.
O IPC registra todos os meses a inflação para famílias curitibanas que ganham de um a 40 salários mínimos. Em toda a pesquisa, o item transporte e comunicação é o que tem a maior influência no orçamento doméstico. O diretor do Centro Estadual de Estatísticas do Ipardes, Arion Foerster, disse que agosto é um mês tradicionalmente com inflação mais baixa, mas como houve aumento do setor de transportes, a tendência de índice baixo não se confirmou. Em agosto do ano passado tivemos deflação de 0,12%, lembrou Foerster.
Dois segmentos puxaram para baixo a inflação: vestuário com queda de 5,3% nos preços e despesas pessoais com 1,2%. Há uma tendência de queda nacional da inflação para os próximos meses e isso acontecerá também em Curitiba, afirmou Foerster.
Cesta básica A cesta básica fechou o mês de agosto com aumento de 3,75%, totalizando R$ 109,25 para um trabalhador curitibano, segundo levantamento divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese). A variação positiva foi verificada em todas as demais capitais do País, com exceção de Florianópolis, onde houve uma queda de 0,8%. Desde o começo do ano, o reajuste acumulado da alimentação básica é de 5,2% e nos últimos 12 meses é de 6,3%.


