Ipad comemora cinco anos
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sexta-feira, 03 de abril de 2015
Folhapress 
São Paulo - Lançado em 3 de abril de 2010 pelo então líder da Apple, Steve Jobs, o produto levantou uma questão: para que serviria aquilo? A resposta, hoje, parece óbvia: o tablet é usado para ler revistas, jornais e livros, assistir filmes e séries, atualizar as redes sociais, anotar recados e compromissos. "O iPad é um minicomputador cuja interface parece um iPhone expandido", tentou explicar o próprio Jobs durante a cerimônia de apresentação para o público.
O termo "tablet" causou até discussões sobre que tradução seria mais apropriada na edição impressa. O termo em inglês acabou sendo o escolhido.
A Folha de S.Paulo, na época, publicou uma análise chamando o tablet de iPhone de Itu e afirmando que a Apple estava voltando a 1989, quando tentou pela primeira vez criar um minicomputador, o "Macintosh Portable". "Não tem câmera, tampouco entrada USB. Não roda páginas em flash. Executa só uma tarefa por vez. Embora seja um portátil, não vem com GPS. A não ser que você use um macacão, não entrará no seu bolso", pregava a crítica.
Outras piadas também foram feitas comparando a imagem de Steve Jobs segurando o iPad com a figura de Moisés levantando a tábua com os Dez Mandamentos. Mas havia entusiastas que apostavam que o novo brinquedo do profeta hi-tech iria exterminar o mercado de eReaders e netbooks nos meses seguintes - ou pelo menos pautá-lo. De quebra, salvaria os conglomerados de mídia, que contariam com a renda das plataformas on-line para fechar as contas.
Uma enquete foi feita aos leitores, em janeiro de 2010, com a pergunta "o iPad vai repetir o sucesso do iPod, lançado em 2001?". A maioria (67%) respondeu que "não". Porém, na primeira semana de distribuição do produto nos Estados Unidos, a Apple já anunciava que iria atrasar em um mês o lançamento internacional do tablet "devido às vendas acima do esperado nos mercado americano". Em dois meses, a Apple anunciou ter vendido mais de 2 milhões de unidades do iPad. E, em menos de um ano após o lançamento, os aplicativos já representam uma indústria que movimentava R$ 50 milhões por ano.


