Arquivo FolhaRolagem caraCompra com cartão de crédito deve ser paga no vencimento, ainda por algum tempo, para evitar jurosOs bancos e as financeiras não alteraram os juros do crédito pessoal e do cheque especial por conta do corte do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A justificativa é que, na verdade, a redução do tributo apenas diminui o custo do empréstimo, mas não altera as taxas. ‘‘O cliente pagava taxa mais 1,25% ao mês de IOF e agora paga taxa mais 0,50% de IOF’’, diz o gerente de Financiamentos do Banco do Brasil, César Munhoz.
Veja, como exemplo, o impacto da queda do IOF num empréstimo do Unibanco de R$ 2 mil, por seis meses e taxa mensal de 6,59%. A prestação era de R$ 438,00 antes da redução do IOF e agora é de R$ 425,00. A diferença é de R$ 13,00. ‘‘É uma diminuição que não deve ser desprezada’’, alega o diretor de Produtos de Varejo do banco, Rogério Estevão.
Outro motivo para a manutenção dos juros é que já vinha ocorrendo a redução gradual das taxas. Na Caixa Econômica Federal, a última alteração ocorreu, neste mês, no cheque especial. O juro caiu de 8,5% para 7,7% ao mês. O BB reduziu a taxa do cheque especial, de 9,1% para 6,9% ao mês, e do crédito pessoal, de 5,35% para 4,45%. Também foram reduzidas as taxas do cartão de crédito. O rotativo recuou de 8,30% para 7,95% ao mês e o crédito parcelado caiu de 5,5% para 5% ao mês.
Para os próximos meses, porém, a expectativa é que as taxas venham a cair mais. Na opinião do gerente de Produtos do BankBoston, Eduardo Germano, o índice de inadimplência, que é um dos fatores de composição da taxa de juro, é o que barra uma redução imediata nos porcentuais cobrados. ‘‘Mas, num prazo de três meses, a diminuição do custo do empréstimo deve baixar a inadimplência e possibilitar uma redução das taxas de juros.’’
Outra alteração que pode ocorrer no mercado é o lançamento de novos produtos. O BankBoston apresentou sexta-feira o credit check, que é uma linha de crédito pré-aprovada com o mesmo limite do cheque especial. O credit check é anexado no próprio talão de cheques. A taxa de juro deve ficar entre 5% e 7% ao mês. O cliente pode utilizá-lo como cheque pré-datado ou em compras à vista e o débito em conta só ocorre 30 dias após o depósito do cheque.
Ao contratar empréstimos, o consumidor deve continuar atento às taxas de juros. Uma dica: os bancos cobram taxas menores do que as financeiras, porque só emprestam a clientes.

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