'IOF cairá brevemente', afirma Lopes
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segunda-feira, 20 de outubro de 1997
Agência Estado 
O diretor de Politica Monetária do Banco Central, Francisco Lopes, disse ontem que o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 15% que incide sobre as operações de crédito não será reduzido este ano. Afirmou que o IOF será revisto brevemente, mas para isso será preciso convencer a Receita Federal a abrir mão dessa arrecadação. Lopes não quis dizer quando o governo pretende reduzir o imposto. O IOF foi elevado em maio de 6% para 15% e, com isso, acabou estimulando as operações de factoring, que não recolhem o imposto.
Lopes disse que o governo sabe que medidas desse tipo, não tradicionais, provocam distorções no mercado, e por isso são encaradas como medidas temporárias. O governo não pretende fazer nada para impedir as atividades de factoring. Elas não criam problemas monetários, afirmou ele, depois de palestra na sede da Associação Brasileira de Bancos Comerciais e Múltiplos (ABBC) sobre Perspectivas da Política Monetária.
Lopes admitiu, porém, que o factoring dificulta os controles por parte do governo ao crédito. Sobre o factoring e o crescimento das operações de leasing, as duas maneiras que o mercado encontrou para driblar o imposto, Lopes entende que são problemas do mercado. O Banco Central é observador privilegiado.
Sobre a trajetória dos juros, o diretor do BC limitou-se a dizer que há grande probabilidade de as taxas de juros em um ano estarem menores do que as de hoje. Segundo Lopes, na verdade, isso é uma espécie de teste sobre se o Plano Real deu certo ou não. Se for impossível sair dos atuais níveis em cinco anos, é porque algo deu errado.


