Nos últimos meses, Londrina acompanhou o fechamento de sete postos de combustíveis próximos ao centro da cidade. Segundo Roberto Fregonese, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência, isso é resultado do excesso de concorrentes e impostos que inviabilizaram o negócio. ''É um processo que aconteceu em vários países, como a França, Inglaterra, Estados Unidos e Alemanha, onde o combustível também deixou de ser tabelado'', explicou.
De acordo com o sindicalista, onde a tabela é livre sempre existe alguém disposto a levar vantagem sobre os outros. A sonegação e a adulteração são atitudes típicas dos maus comerciantes que prejudicam ao mesmo tempo o consumidor e toda a categoria. Em Londrina, o fechamento de alguns estabelecimentos foi provocado por ações judiciais das companhias distribuidoras. De acordo com Fregonese, os postos utilizavam os tanques, bombas e a marca da empresa sem comercializar seus produtos o que é proibido nos contratos.
Na época que o produto era tabelado, Fregonese lembra que a margem de lucro do revendedor girava em torno de 22% e, hoje, o ganho varia de 10% a 12%. Outro problema é a dificuldade para vender. Enquanto a média nacional de comercialização mensal é 144 mil litros por posto, em Londrina é de 106 mil litros, ou seja, mil litros por estabelecimento. Para ele, o excesso de postos na cidade explica essa diferença que deve cair com o ajustamento de mercado e com a dificuldade para obter a licença ambiental.
Para evitar o prejuízo e manter os clientes, o Sindicombustíveis sugere aos revendedores que aproveitem melhor cada metro quadrado do posto. A instalação lojas de conveniência, restaurantes, caixas eletrônicos e farmácias são exemplos de serviços que já são encontrados nos estabelecimentos. Na opinião de Fregonese, a atuação séria e honesta é que garantirá a sobrevivência do empreendimento no futuro.
''O acirramento da fiscalização exercido pela justiça e governo tem nosso apoio porque preservará a imagem dos bons empresários'', disse.
A reportagem da Folha tentou contato com os representantes das companhias distribuidoras em Londrina e com os ex-proprietários dos postos fechados, mas encontrou ninguém para falar sobre o assunto.

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