Investir na produção dá prazer e lucro
Fazer bijus, além de ser uma forma econômica e inédita de reinventar o look, pode torna-se uma opção de trabalho. A estilista Raquel Andrade destaca que mais da metade dos clientes estão à procura de peças no atacado, que irão montar e revender para outras lojas. Mas há também consumidores que querem apenas montar peças com a sua cara, gastando pouco.
A unidade da bolinha em acrílico, mais conhecida como miçanga, por exemplo, chega a custar três centavos; uma pedra de strass varia entre R$ 0,10 a R$ 3,80 (pedra grande). Os mais caros são os pingentes de cristais, que chegam a até 35 reais. ''De um estilo de peça dá para fazer mais de dez brincos diferentes'', ensina Raquel.
Tem gente que não possui prática, nem paciência, para fazer suas próprias bijus, como Lívia Matté. Já Giovana Piteri aproveita sua habilidade para confeccionar acessórios exclusivos, à sua maneira. ''Compensa economicamente além de ser muito divertido produzir. Gasto no máximo 20 reais para fazer peças caríssimas que vejo em revistas'', revela. Pensando neste público, boa parte das lojas do setor oferece cursos e oficinas de bijouterias.
Já quem faz e revende os acessórios chega a agregar um lucro de 50% a 100% no valor gasto com a peça, segundo Raquel. Em bijouterias finas, essa porcentagem pode aumentar para 200% ou 300%. (P.R.)





