Quando o assunto é garantir lucro para os aplicadores, entram em cena os investimentos no setor imobiliário. Segundo representantes do setor, empregar dinheiro em imóveis pode ser uma ótima opção em tempos difíceis para colher os resultados a médio e longo prazos. Nos últimos 12 meses, os imóveis do País tiveram valorização de 25% acima da inflação. Os dados são da regional Norte do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi-PR).
O ramo de imóveis tornou-se negócio atrativo para poupadores brasileiros e tem se mostrado bastante atrativo por representar solidez e rentabilidade. De acordo com o diretor regional da Fernandez Mera Negócios Imobiliários do Paraná, Luiz Rodrigo Castro Santos, o setor reúne significativa rentabilidade em relação aos demais planos de investimentos, na ordem de 15% ao ano.
''A bolsa de valores cai, o dólar despenca, mas o imóvel mantém-se sempre estável. Se o investidor atentar para três itens básicos e importantes, tais como boa localização, bom preço e produto, sempre haverá demanda. Afinal, as pessoas sempre vão precisar de um local para morar'', argumenta Santos.
O vice-presidente da regional Norte do Secovi-PR, Nestor Dias Correia, esclarece que investimentos em imóveis são mais seguros porque são menos vulneráveis aos efeitos negativos das oscilações que ocorrem no mercado financeiro ou de desacertos na economia, diferentemente de outras aplicações como Caderneta de Poupança e Fundos de Investimentos, por exemplo. ''Por isso, quando o volume de recursos é muito grande, as pessoas pensam primeiramente em comprar imóveis'', justifica.
Correia acrescenta que no mercado financeiro, qualquer desajuste faz cair a taxa de juros e, consequentemente, os preços dos imóveis sobem. Segundo o representante do Secovi, os resultados são positivos tanto para investimentos em imóveis residenciais quanto os comerciais ou terrenos. ''De maneira geral, o imóvel sempre tem valorização superior a outros investimentos financeiros'', diz.
O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Paraná (Creci-PR), Alfredo Canezin, afirma que o cenário de crise não existe dentro do mercado imobiliário. ''Esse setor brasileiro é espetacular'', assegura. Ele exemplifica que o mesmo valor aplicado na poupança rende entre 6% e 7% anuais e no caso de imóvel, além do rendimento, ocorre a valorização, que fica na taxa mínima de 10%, sendo que a máxima depende do investimento realizado.
Sem contar que, mesmo diante dos altos investimentos, o deficit habitacional brasileiro continua grande e as construtoras não conseguiram suprir a demanda. ''Com 25 anos de profissão nunca vi ninguém perder dinheiro com imóvel'', conta Canezin. Segundo ele, o mercado imobiliário do País se mantém bem firme, inclusive o paranaense, ''que tem uma renda per capita muito boa'', sendo que tanto a capital quanto as cidades do interior têm retorno significativo. Os rendimentos com imóveis são obtidos a médio e longo prazos.
O membro do Conselho Consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças no Paraná (Ibef-PR), José Écio Pereira da Costa Júnior, orienta que o investidor pode aplicar diretamente na planta, mas deve tomar precauções e procurar fechar negócio com construtora de confiança ou investir por meio de fundos imobiliários que, normalmente, realizam transações comerciais em shoppings, centros comerciais ou barracões industriais para aluguel.

Imagem ilustrativa da imagem Investir em imóveis é opção para ganhos em tempos de crise