Investir em ações traz dividendos e riscos
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terça-feira, 15 de julho de 2008
Edson Pereira Filho<br> Reportagem Local 
Investir em Bolsa de Valores (Bovespa) para noviços pode custar caro se não se sabe quando, como, onde e em que época aplicar suas economias. Diante dessas dúvidas, a FOLHA entrevistou o economista e sócio da Método Investimentos, Hélio Augusto Lot, há dez anos no mercado de investimentos, para falar sobre os riscos e as vantagens das aplicações em ações.
Antes de tudo, cabe um alerta, avisa o economista: investir implica em correr riscos e a pessoa deve avaliar estes riscos. Antes de aplicar, especialistas sugerem que o investidor faça uma aplicação em renda fixa, correspondente ao que ele gasta para se manter durante seis meses. Para ilustrar melhor, cita-se um personagem de 22 anos, pai de família, com casa própria e dois filhos. O que um sujeito com este perfil receberia se investisse R$ 2,5 mil na Bolsa de Valores uma única vez?
''O investidor de 22 anos, assim como qualquer outro, só deve aplicar em ações se tiver clareza sobre o que está fazendo com seu dinheiro'', pondera Lot. Se fizer uma aplicação aos 22 anos ainda há tempo para recuperação, em caso de perdas substanciais, explica o economista. ''Montar um colchão financeiro confortável para se aposentar aos 65 anos implica disciplina, persistência e nervos de aço'', comenta. O economista orienta, entretanto, que um investimento de R$ 2,5 mil apenas uma única vez deve ser dirigido para um fundo de ações, administrado por um gestor.
Ainda segundo o economista, o gestor é quem fará as melhores escolhas de companhias onde as ações do investidor de 22 anos deve apostar. Ao investidor, cabe apenas determinar o motante a ser aplicado. Hoje, há fundos de ações que aceitam até R$ 100 reais como início de investimentos, dependendo da corretora.
O dinheiro transformado em ações passa a render em média, atualmente, 12% ao ano. Nesta perspectiva, se o investidor deixar o dinheiro aplicado até os 65 anos terá a projeção de ter em ações R$ 424 mil reais.
Feito a poupança prévia, o investidor deve procurar uma corretora para se orientar. O site da Bolsa de Valores (www.bolsadevalores.com.br) relaciona as corretoras, bem como taxas que elas cobram para que o interessado inicie o investimento. O economista Hélio Augusto Lot recomenda cautela e prudência na hora de investir. Ele lembra que a Bovespa registra desde 29 de maio deste ano uma queda para mais ou para menos de 17%.
A melhor oportunidade de se entrar no mercado variável (Bolsa de Valores) é quando há uma crise, quando há um momento de queda nos preços das ações. Segundo especialistas, comprar ações na baixa, pode significar um ganho considerável a longo prazo.
Renda fixa
Caso o investidor queira arriscar um pouco mais, poderá se aventurar em fundo de renda fixa mais agressivo, chamado de multimercados, fora do fundo de ações. O multimercados é uma ''pizza'' de aplicações que prevê compras percentuais de câmbio, ações, ouro etc. Dosar estes investimentos em percentagens sob orientação do gestor de seus investimentos, pode representar ganhos maiores do que os 12% ao ano.


