A força da internet e dos tablets não inibem o mercado de livros e publicações impressas no Brasil. O prazer pela leitura deve fazer com que o brasileiro gaste no setor R$ 7,18 bilhões até o final do ano. É o que estima pesquisa do Ibope Inteligência que, pelo dimensionamento de mercado, calcula o potencial de consumo por região e por classes sociais. O Sul é a segunda região que mais compra estes produtos e deve consumir este ano R$ 1,10 bilhão, ou 15,28% do mercado. O sudeste lidera com 57,9% dos negócios do setor.
  O potencial deste mercado é comprovado também em pesquisas da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A CBL aponta que o setor editorial em 2008 faturou R$ 3,30 bilhões e saltou para R$ 3,37 bilhões – + 2,13% – em 2009. A diferença em relação ao Ibope está no fato do levantamento da CBL/Fipe considerar apenas livros e não outras publicações. A presidente da CBL, Karine Pansa, confirma que o mercado está em expansão e diz que a prova está no aumento das livrarias, megastores, editoras e diversidade de títulos nos últimos anos, que saltaram de 51,1 mil para 52,5 mil.
  O levantamento do Ibope, entretanto, aponta que o investimento per capita do brasileiro em livros e outras publicações ainda é modesto. A média nacional é de R$ 44,08 por habitante ano. O Paraná está na quarta colocação, com consumo médio anual de R$ 40,22, abaixo da média do Sul (R$ 46,70), Sudeste (R$ 55,08) e Centro-Oeste (R$ 44,33). Para ampliar o mercado, a aposta recai sobre a classe média, a chamada nova classe C que representa 50,3% dos domicílios urbanos do país.


● Dispositivos pessoais em formato de prancheta que podem ser usados para acesso à internet, organização pessoal, visualização de fotos, vídeos, leitura de livros, jornais e revistas e entretenimento com jogos 3D


● Criada há 69 anos, é uma das maiores empresas de pesquisa de mercado da América Latina. Atua no Brasil e em mais 14 países

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