Investimentos vão de plantas eólicas a biogás
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quinta-feira, 12 de julho de 2018
Mie Francine Chiba<br>Reportagem Local 
As operadoras estão investindo em geração distribuída de energia para compensar o seu consumo, utilizando para isso fontes de energia renováveis. A Oi investiu em duas plantas eólicas em Minas Gerais, que deverão entrar em operação em novembro desse ano. A energia produzida pelas plantas será injetada na rede da distribuidora de energia local e utilizada para abater do consumo de energia de cerca de 3 mil unidades da Oi em Minas Gerais. "(As plantas eólicas) vão atender todo e qualquer tipo de consumo de energia, torres, URAs, todos os equipamentos...", diz Marco Vilela, diretor de Patrimônio e Energia da companhia.
Segundo ele, a companhia gasta cerca de R$ 700 milhões ao ano com despesas de energia elétrica. De 2015 a 2017, a participação da energia limpa no consumo da operadora passou de 15,8% para 22,4%, resultando em uma economia de R$ 128 milhões. A meta da empresa é chegar a R$ 428 milhões de economia de 2015 até 2019, ao atingir um percentual de 42,5% de energia limpa consumida.
"Começamos com duas plantas eólicas e agora estamos finalizando uma expansão para dez estados", comenta Vilela. No Paraná, a companhia ainda espera o resultado da licitação que irá definir o projeto mais eficiente de geração de energia renovável distribuída para a operadora no Estado. O diretor da Oi afirma que o Estado possui um consumo importante de energia. "Está entre os cinco estados que mais gastam energia, não porque o consumo de energia é ineficiente, mas porque é grande e acaba tendo muitos equipamentos espalhados e prédios importantes."
A Claro quer cobrir 80% da energia utilizada por suas operações, de mais de 600 mil MWh/ano, através de geração de energia distribuída proveniente de fontes de energia renováveis, como a solar, eólica, hidrelétrica, biogás e cogeração qualificada. A companhia irá gerar energia limpa para as concessionárias do setor e obterá, em contrapartida, compensação em suas faturas mensais. Em novembro do ano passado, a Claro inaugurou o seu primeiro complexo de usinas solares nas cidades de Várzea de Palmas e Buritizeiro, em Minas Gerais. O complexo ocupa uma área de 45 hectares e irá gerar energia equivalente ao necessário para suprir uma cidade de 250 mil habitantes, informou a assessoria de imprensa. Em 2018, a empresa também pretende inaugurar uma usina de biogás no Paraná.
Com o projeto, a operadora espera uma redução média de 30% nas despesas anuais com energia. "A energia elétrica é um dos insumos mais importante de nossa operação (5% dos custos), uma vez que os serviços de telecomunicações são oferecidos de forma ininterrupta para pessoas, residências e empresas de todo o Brasil e do exterior", diz Roberto Catalão, vice-presidente de Finanças da Claro Brasil.
A Telefônica pretende ser abastecida com 100% de energia proveniente de fontes renováveis até 2030. "No Brasil está a maior rede de telecomunicações da empresa, com mais de 97,8 milhões de acessos na operação fixa e móvel e hoje 26% do nosso consumo de energia já é proveniente de fontes renováveis, considerando-se a compra direta obtida no mercado livre. Estimamos elevar este índice para 61% até 2020", diz a assessoria de imprensa.(M.F.C.)


