Rio de Janeiro - A pesquisa do IBGE revelou também que os investimentos apresentaram crescimento acumulado entre 1995 e 2002 bem inferior à expansão registrada no Produto Interno Bruto (PIB) do período. Enquanto o PIB acumulou aumento de 20,2% no período (crescimento anual médio de 2,33%), os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) cresceram 11% (variação média anual de 1,31%).
Taxas bem superiores de crescimento foram registradas no comércio exterior. O PIB das exportações acumulou aumento de 64,8% de 1995 a 2002, com crescimento médio anual de 6,44%. As importações acumularam alta de 35,6% e crescimento médio anual de 3,88%.
A carga tributária bruta atingiu o recorde histórico de 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em 2002, ante 33,4% em 2001. A taxa recorde já havia sido divulgada pela Receita Federal. Foi o sexto recorde anual consecutivo registrado pelo IBGE, que aponta arrecadação tributária de R$ 469,5 bilhões no ano passado, com crescimento nominal de R$ 69,1 bilhões em relação a 2001.
Sobral disse que a participação da carga tributária no PIB vem apresentando sucessivos recordes nos últimos anos e, portanto, não houve surpresa no resultado. Em 1998, a carga tributária equivalia a 29,3% do PIB, subindo para 31,1% em 1999; 31,6% em 2000; 33,4% em 2001; e, finalmente, 34,9% no ano passado.

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