Investimentos para todos os gostos
PUBLICAÇÃO
domingo, 23 de agosto de 2009
Nelson Bortolin<br>Especial para a FOLHA 
Da conservadora caderneta de poupança à arriscada bolsa de valores, são muitas as opções que os brasileiros têm para zelar por seus patrimônios. Na hora de escolher o investimento ideal, é preciso levar em conta alguns fatores. Entre eles, o risco que a pessoa está disposta a correr e o tempo que pode passar sem o dinheiro. Quem investiu R$ 50 mil na caderneta de poupança há um ano, teve um rendimento até hoje de cerca de R$ 3,9 mil. Já quem, na mesma época, resolveu apostar os mesmos R$ 50 mil em ações da Petrobras, ganhou apenas cerca de R$ 700 e vai ter de esperar bem mais se quiser ver a multiplicação de seus reais. Em compensação, aquele que comprou ações da empresa no primeiro pregão do ano, dia 2 de janeiro, já obteve cerca de R$ 23 mil de rendimento. Na caderneta, não teria ganhado mais que R$ 1,5 mil.
''Não existe uma resposta exata sobre qual a melhor aplicação. Depende de quanto a pessoa tem, quanto tempo pode deixar aplicado, qual o grau de risco que quer assumir'', diz o economista e professor universitário, Azenil Staviski. ''Se estiver disposto a correr risco, o melhor é o mercado de capitais. Se não quer assumir muito risco, deve optar pelo mercado de renda fixa ou caderneta de poupança, que passou a ser interessante desde que a Selic caiu'', aconselha.
Staviski acredita que uma boa opção também são títulos do governo. ''Governo não quebra'', afirma. Esses títulos podem ser comprados diretamente pelo site do Tesouro Nacional (www.tesouro.fazenda.gov.br), mas antes a pessoa terá de aprovar sua senha num banco ou corretora habilitados pelo governo.
Já o mercado de ações, segundo o economista, não é negócio para amadores. ''É sempre bom consultar um especialista. Agora se a pessoa acha que pode precisar do dinheiro a qualquer momento, é melhor nem pensar nesta opção.'' Ele lembra que, para negociar ações, o investidor vai pagar taxa de corretagem.
Para Renato Pianoviski, também economista e professor, toda pessoa que não tem o hábito de investir deve começar pelo ''trivial'': a caderneta de poupança. ''Eu, conservador que sou, quando oriento alguém, digo que bolsa é para cachorro grande. Não estou dizendo que não pode fazer, mas deve começar pelo mais simples'', argumenta. Quando se tem mais experiência e dinheiro, diz ele, a pessoa deve partir para ''investimentos de renda fixa ou fundos de investimentos''. Só não vale, de acordo com ele, investir em dólar. ''Já foi a época de alguém ganhar dinheiro com dólar. A não ser que vai viajar para o exterior, não se deve comprar dólar.''
Pianoviski diz que uma boa e velha alternativa é o investimento em imóveis. ''Desde que se invista num bom imóvel, numa boa região. É um baita negócio'', garante. Para o economista, comprar ''na planta'' também é muito interessante. ''É como uma poupança forçada. Assim, todo aquele ganho que a construtora teria quando o imóvel ficar pronto, o investidor vai acabar auferindo'', ressalta.
Segundo o Sindicato da Habitação (Secovi), o índice médio de valorização dos imóveis de Londrina nos últimos 12 meses é de 15%. ''Mas tem terreno no Alphaville que vendíamos por R$ 180 há um ano e hoje vale R$ 225 (valorização de 25%)'', diz Francisco Ferreira Oliveira Neto, da Imobiliária João de Barro.


