Curitiba - O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, anunciou ontem investimentos de R$ 90 milhões em três novas obras no porto que, segundo ele, servirão para ampliar a infra-estrutura e a logística portuária.
No próximo mês, o Porto de Paranaguá deve iniciar, a licitação para contratar o serviço de dragagem de manutenção. Os estudos já estão em andamento e o trabalho será realizado com recursos próprios da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). O custo aproximado seria de R$ 15 milhões, valor semelhante ao contrato que tinha sido estabelecido com a empresa de dragagem Somar que não executou o trabalho devido a uma série de impasses entre a administração portuária e a Capitania dos Portos. A Capitania fez uma série de exigências para que o serviço fosse liberado e a Somar ainda discute na Justiça o pagamento pelos dias que ficou com a draga parada em Paranaguá.
Com os recursos anunciados serão construídos também um silo graneleiro com capacidade para 107,8 mil toneladas, que estará ligado ao Corredor de Exportação, e o terminal para fertilizantes (orçado em R$ 9,758 milhões). Além disso, serão feitas melhorias nos berços de atracação, que garantirão melhor performance do cais comercial e que integra a primeira fase do projeto Cais Oeste com custo de R$ 38,011 milhões. ''Estas obras são complementos das obras previstas desde 2006, mas que, por questões judiciais, foram paralisadas e agora serão retomadas'', comentou o superintendente.
A obra do silo terá também a construção de duas moegas para descarga rodoviária com plataformas basculantes hidráulicas, duas balanças de fluxo com capacidade de 1.500 toneladas/hora, conjunto de balanças, entre outras melhorias. O novo silo terá ligação direta com o Corredor de Exportação público e só vai receber grãos convencionais. A obra vai custar R$ 39,397 milhões.
Requião anunciou que as três obras serão feitas com recursos próprios da autarquia, que tem em caixa mais de R$ 260 milhões. A dragagem e o Cais Oeste têm recursos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. O PAC prevê R$ 1 bilhão para a dragagem de todos os portos do País. Enquanto não chegam os recursos do programa, o porto vai utilizar o próprio caixa.
O superintendente revelou ainda que, além disso, deve anunciar novos projetos neste ano. Um deles é o Porto do Mercosul, que será construído em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado.
A previsão é que as obras iniciem em 30 dias e em um ano sejam concluídas
as construções das estruturas dedicadas aos grãos e ao fertilizante e, em
dois anos, estejam finalizadas as obras no cais do porto. A meta é fechar 2007 com a exportação de 14 milhões de toneladas de grãos.
Durante a entrevista Requião questionou a criação da Secretaria de Portos pelo Governo Federal. Para ele, é preciso definir claramente a função da nova pasta antes de escolher seus componentes.

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