Curitiba - Só no segundo semestre, entre agosto e outubro, o Ministério dos Portos deve divulgar seu Plano Nacional de Logística Portuária (PNLP), que vai definir as obras e investimentos nos portos do País. O anúncio foi feito ontem pelo ministro da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República, Leônidas Cristino, durante visita aos portos de Paranaguá e Antonina. A estrutura portuária do Paraná está entre os oito portos considerados estratégicos no País, e que estão sendo vistados, com objetivo de se fazer um diagnóstico da situação e planejamento dos investimentos.
O ministro sobrevoou a região de helicóptero, junto com o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Airton Vidal Maron. Eles comprovaram um grave problema enfrentado pelo porto de Paranaguá todos os anos: a fila de caminhões carregados de soja que aguardam ao longo da BR 277 à espera de uma vaga no pátio de triagem.
''O Porto de Paranaguá tem uma potencialidade extraordinária, mas também tem deficiências. Com essas visitas, o governo federal está identificando as potencialidades e deficiências dos portos para planejar e futuramente fazer os investimentos necessários, de forma conjunta com o governo estadual. Vamos fazer um planejamento consistente para os próximos 20 anos e o porto de Paranaguá está incluído nesse planejamento'', disse.
O ministro não adiantou nenhum valor a ser investido no Paraná. De acordo com ele, o único investimento oficial, até o momento, são R$ 45 milhões, já previstos pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), destinados à construção de silo de armazenagem de grãos.
O Governo do Paraná tem planos para realizar, nos próximos quatro anos do governo Beto Richa, nove grandes obras de ampliação e modernização do porto, no valor estimado de R$ 1,1 bilhão. As obras, segundo o superintendente da Appa vão aumentar a capacidade do porto em 60%, com 12 novos berços de atracação e capacidade de movimentação de cargas para 70 milhões de toneladas por ano. Hoje o porto tem 20 berços de atracação e capacidade de movimentação de cargas de 40 milhões de toneladas por ano.
Para isso, serão necessárias obras de dragagem de manutenção no Canal da Galheta, que dá acesso ao porto, e na bacia de evolução (onde os navios aguardam a atracação). Também será preciso fazer uma dragagem de aprofundamento, com a retirada de rochas submarinas, de modo a aumentar a profundidade do porto para 16 metros. Com o aprofundamento, o porto poderá receber navios de maior porte e capacidade de carga.
A intenção do Governo do Paraná é conseguir incluir as obras do porto de Paranaguá no PNLP, que será divulgado no segundo semestre. Ainda esta semana a Appa deve finalizar o projeto das três obras consideradas mais importantes, e orçadas em cerca de R$ 670 mil: a ampliação do Corredor de Exportação, do corredor de granéis e do cais de inflamáveis.

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