Investimentos: mulheres são mais conservadoras
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de abril de 2007
Toni Sciarretta<br>Folhapress 
São Paulo - As mulheres são mais conservadoras do que os homens nos investimentos, mas, entre as brasileiras, as cariocas aceitam correr mais riscos do que as paulistanas nas aplicações. Pesquisa da Quorum Brasil revela que as cariocas têm menor preocupação com o risco, desde que consigam um bom retorno - 36% das cariocas e 22% das paulistanas aceitam risco de curto prazo.
''A pesquisa vai contra o mito da correria em São Paulo. As paulistanas se preocupam com o longo prazo. A carioca é mais imediatista'', diz Claudio Silveira, sócio da Quorum. Para escolher um investimento, 26,7% das cariocas olham a rentabilidade como principal fator de decisão e 19,3%, o risco. Já entre as paulistanas acontece o inverso: 27,3% avaliam o risco como o item de maior peso e só 19,8% pesam antes a rentabilidade. O ponto mais citado na decisão é a confiança no banco, lembrado por 34,6% das paulistanas e 36,4% das cariocas.
O motivo que leva a mulher a poupar é a preocupação com o futuro da família - 78% das paulistanas e 64% das cariocas vêem o interesse da família antes do seu.
A mulher não gosta de discursos complicados no banco. ''Na dúvida, prefere a poupança'', afirma Silveira. Poupança é a aplicação financeira preferida por 53% das paulistas e por 41% das cariocas.
O investimento do desejo das mulheres é a casa própria, citada por 53% das paulistanas e por 51% das cariocas.


